Mostrando postagens com marcador Legalismo. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Legalismo. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 21 de julho de 2009

Porque eu odeio religião - Mark Driscoll



IMPACTANTE MENSAGEM SOBRE O EVANGELHO DA GRAÇA DE DEUS. QUEM TEM OUVIDOS PARA OUVIR, OUÇA.

Se você deseja saber mais sobre Mark Driscoll, leia este excelente texto do Alex Fajardo

domingo, 5 de julho de 2009

A tentação do ativismo

Por Henri Nouwen

Os discípulos falam de suas ações como manifestações da presença ativa de Deus. Eles agem, não para provar o seu próprio poder, mas para mostrar o poder de Deus; agem, não para redimir as pessoas, mas para revelar a graça redentora de Deus; agem, não para criar um mundo novo, mas para abrir corações e ouvidos para aquele que está sentado no trono e diz: "Eis que faço novas todas as coisas" (Ap 21.5).

Em nossa sociedade, que equipara o valor com a produtividade, a ação paciente é muito difícil. Estamos tão propensos a nos preocupar em fazer algo que tem valor, em realizar mudanças, planejar, organizar, estruturar e restaurar, que muitas vezes parece que esquecemos que não somos nós que redimimos, mas Deus. Estar "ocupado", estar "onde está a ação", estar "no auge das coisas", muitas vezes parece ter-se tornado a própria meta a ser atingida. Nós então esquecemos que a nossa vocação não é demonstrar os nossos poderes, mas a misericórdia de Deus.

***

A fonte mais importante para combater a tentação constante de ceder ao ativismo é a consciência de que em Cristo tudo foi consumado. Esta consciência deveria ser estendida, não como um discernimento intelectual, mas como um entendimento na fé. Enquanto continuamos a agir como se a salvação do mundo dependesse de nós, carecemos da fé que move montanhas. Em Cristo, o sofrimento e a dor humana já foram aceitos e suportados; nele, a nossa humanidade enfraquecida foi reconciliada e admitida na intimidade do relacionamento entre o Pai e o Filho. Por isso, a nossa ação deve ser entendida como uma prática pela qual nós tornamos visível aquilo que já foi consumado. Esta ação se baseia na fé de que nós pisamos em terreno sólido mesmo quando estamos cercados pelo caos, pela confusão, pela violência e pelo ódio.

Henri Nouwen (1932 – 1996), escritor, preletor e mentor espiritual, foi professor nas Universidades de Harvard, Yale e Notre Dame, e passou a última década de sua vida pastoreando uma comunidade voltada para o cuidado de deficientes mentais, chamada Daybreak, em Toronto, Canadá.

Fonte: Ibab

terça-feira, 30 de junho de 2009

Quando orar, olhe para seus próprios pés


Texto: Ubirajara Crespo


Lucas 18.9-14: Esta parábola é simplesmente devastadora para ao meu coração. Ela me corta, me pisa, me enlouquece, mas acima de tudo me mostra quem realmente sou e me coloca no meu devido lugar.


Vou tentar resumi-la: “... Dois homens subiram para orar, o primeiro falou de si para si: Graças te dou por não ser como um destes pecadores....”


Este sujeito não orou para Deus, orou de si, para si, porque se considerava “O Cara”, “The Best”, “o centro do universo”: mais ou menos como fazemos hoje: Sou evangélico, sou pastor, sou crente contextualizado, sou Gospel, sou apostólico, sou escritor, sou compositor, sou cantor, sou batizado no Espírito Santo, sou profeta, sou mestre, sou líder, sou intercessor, sou apóstolo, sou levita, sou evangelista, sou diácono, falo em línguas, sou da Igreja tal, sou batista, sou pentecostal, sou fulano, sou guerreiro. - Estes títulos todos só servem para hierarquizar, criar castas e nos distanciar uns dos outros.


Todos gostam de parecer especiais, diferentes, mas a única identificação que realmente serve é: "Sou servo de Jesus e servo de todos, o meu único direito é me humilhar perante a poderosa mão de Deus".


APLICAÇÃO


Você já se exaltou alguma vez? Eu já tentei fazer isto inúmeras ocasiões, em algumas até fui bem sucedido, mas em todas delas, desagradei ao meu Senhor. Eu espero nunca mais exaltar a mim mesmo ou a algum outro destes pobres vermes que, como eu, subem em púlpitos, palcos e fazem gravações tentando parecer valioso?


Tomei o cuidado de dizer espero nunca mais exaltar a mim mesmo, propositadamente, porque acho que neste aspecto eu não sou nada confiável, são muitas as tentações e tenho a tendência de cair em todas. Se algum dia eu merecer o título de “Servo Inútil e sem valor”, já terei subido inúmeros degraus além do lugar onde me encontro neste momento.


Ao orar, devo olhar par aos meus próprios pés, e ver como realmente são. Quando não sou nada, sou tudo, quando me humilho sou exaltado, quando sou servo me torno o maior.


Fonte: http://sob-nova-direcao.blogspot.com/

segunda-feira, 22 de junho de 2009

O Deus idolatrado

Ed René Kvitz

"Deus é transformado em ídolo quando o relacionamento com Ele é fundamentado em relações de mérito e demérito, pois nesse caso o fator determinante do relacionamento é o humano, que faz por merecer ou deixa de merecer, isto é, Deus apenas reage. Deus é gratuidade. Deus é transformado em ídolo quando o relacionamento com Ele é fundamentado em relações de causa e efeito, pois isso implica confinar Deus às regras de um mecanismo que pode ser ativado ou desativado, e nesse caso se pretende manipular Deus por meio da descoberta dos botões que o fazem funcionar. Deus é incondicionado".

2009 | Ed René Kivitz


Ler o texto completo aqui
Fonte: Site da Ibab

terça-feira, 16 de junho de 2009

Orgulho espiritual


O orgulho é muito mais difícil de ser discernido do que qualquer outra corrupção, porque, por natureza, o orgulho equivale a uma pessoa alimentar pensamentos elevados a respeito de si mesma. Existe alguma surpresa no fato de que uma pessoa que possui pensamentos muito elevados a respeito de si mesma seja inconsciente do orgulho?
.......

Pessoas orgulhosas tendem a falar sobre os pecados dos outros, ou seja, sobre a miserável ilusão dos hipócritas, sobre a indiferença de alguns crentes que sentem amargura ou sobre a oposição que muitos crentes demonstram para com a santidade. A verdadeira humildade cristã fica em silêncio no que se refere aos pecados dos outros ou fala sobre eles com tristeza e piedade.

A pessoa espiritualmente orgulhosa encontra nos outros crentes o erro de falta de progresso na vida cristã, enquanto o crente humilde vê muitos erros em seu próprio coração e se preocupa, a fim de que ele mesmo não se veja inclinado a ocupar-se demais com o coração dos outros. Ele lamenta muito por si mesmo e por sua frieza espiritual, esperando prontamente que muitas outras pessoas tenham mais amor e gratidão a Deus, mais do que ele mesmo.

A pessoa espiritualmente orgulhosa fala sobre quase tudo que percebe nos outros, fazendo-o com grosseria e com uma linguagem bastante severa. Em geral, a crítica de tais pessoas se dirige não apenas contra a impiedade dos incrédulos, mas também contra os verdadeiros filhos de Deus e contra aqueles que são seus superiores. Os crentes humildes, por sua vez, mesmo quando fazem extraordinárias descobertas da glória de Deus, sentem-se esmagados por sua própria vileza e pecaminosidade. As exortações deles para os outros crentes são ministradas de maneira amável e humilde; e tratam os outros com tanta humildade e gentileza quanto o Senhor Jesus, que é infinitamente superior a eles, os trata.

O orgulho espiritual com freqüência dispõe a pessoa a agir de maneira diferente em sua aparência exterior e a assumir uma linguagem, semblante e comportamento diferentes. No entanto, o crente humilde, embora se mostre firme em seus deveres e prossiga sozinho no caminho do céu, mesmo que todo o mundo o abandone, ele não se deleita em ser diferente apenas por amor à diferença. O crente humilde não estabelece como objetivo primordial o ser visto e observado como alguém diferente; pelo contrário, ele está disposto a tornar-se tudo para todos os homens, sujeitar-se aos outros, conformar-se a eles e agradá-los em tudo, exceto no pecado.

As pessoas orgulhosas levam em conta as oposições e injúrias, estando dispostas a falar sobre elas em tom de amargura e murmuração. A humildade cristã, por outro lado, dispõe a pessoa a ser mais semelhante ao seu bendito Senhor, que, ao ser maltratado, não abriu a sua boca, mas entregou-se silenciosamente Àquele que julga retamente. Para o crente humilde, quanto mais clamoroso e irado o mundo se mostra com ele, tanto mais quieto e tranqüilo ele permanecerá.

Outro padrão das pessoas espiritualmente orgulhosas é comportarem-se de maneira que levem os outros a fazerem delas seu alvo. É natural para uma pessoa que está sob a influência do orgulho aceitar toda a reverência que lhe tributam. Se os outros mostram disposição para submeterem-se a ela e sujeitarem-se em deferência a ela, a pessoa espiritualmente orgulhosa está aberta para esta sujeição, aceitando-a espontaneamente. Na verdade, aqueles que são espiritualmente orgulhosos esperam esse tipo de tratamento, formando uma opinião pervertida sobre aqueles que não lhe oferecem aquilo que eles sentem que merecem.

Jonathas Edwards
In: Editora Fiel

Texto completo no Cinco Solas

quarta-feira, 27 de maio de 2009

Neuroses eclesiásticas


RECOMENDO ESTA LEITURA

Sinopse:

É crescente o número de cristãos que têm demonstrado sua insatisfação com a Igreja, seus líderes e suas práticas. É notável, também, o surgimento dos chamados “sem-igreja”, dadas as mesmas insatisfações e decepções com a atual situação encontrada nas igrejas.

Atento a esta questão, o olhar pastoral e clínico de Karl Kepler ajuda-nos, nesta obra, a renovar as esperanças e a lidar com nossas insatisfações com nossas igrejas. Trata-se de um primeiro exame, uma análise preliminar. O autor examina focos de tensão que podem ser identificados em várias igrejas sem deter-se em questões específicas de uma ou outra denominação existente no cristianismo.

Seu exame toca em alguns pontos que podem ser causa de sofrimento para muitos irmãos e irmãs de fé. Uma vez identificados os potenciais problemas – as tais neuroses –, Karl Kepler volta-se para o texto bíblico, para o evangelho de Jesus Cristo, onde identifica modelos para os quais o leitor poderá voltar-se quando buscar alternativas mais saudáveis para sua experiência de vida cristã, seja como membro do Corpo de Cristo, seja para sua vida pessoal alicerçada nos mesmos princípios.

É, certamente, uma leitura que o levará à reflexão pessoal sobre o valor da obra de Cristo, o Médico dos médicos, que procura a saúde integral do homem e da sociedade por meio da aplicação e vivência de seus ensinos e seu exemplo.

Sobre o autor

Karl Heinz Kepler é brasileiro, natural de Panambi – RS. Criado no ambiente evangélico, numa comunidade batista alemã, creu em Jesus desde cedo, manifestando sua fé já aos 6 anos de idade. Estudou teologia na Faculdade Teológica Batista de São Paulo – onde atualmente leciona – foi ordenado pastor, e formou-se também como psicólogo clínico na Pontifícia Universidade Católica de São Paulo.
Professor nas áreas de Psicologia e de Novo Testamento, atualmente é presidente nacional do Corpo de Psicólogos e Psiquiatras Cristãos (CPPC). Trabalha como editor de duas revistas de idiomas (Speak Up e Habla), e também edita a Bíblia Conselheira para a Sociedade Bíblica do Brasil. Casado e pai de um filho, escreveu Aba, Pai – aprendendo com nossos filhos sobre o Pai do Céu, além de vários artigos para a revista Psicoteologia.

sexta-feira, 15 de maio de 2009

A volta do filho mais velho


Todos nós ficamos maravilhados com o retorno do filho pródigo e a maneira absurdamente graciosa que o Pai o recebeu de volta ao lar. É uma parábola que toca nosso ser, uma vez que este filho impenitente representa todos nós: pecadores aceitos incondicionalmente pelo amor do Abba.

No entanto, não prestamos atenção, que o filho mais velho também representa um outro aspecto do nosso relacionamento com Deus. É um filho igualmente perdido, todavia perdido dentro do lar, separado não pela distância geográfica, mas existencial-relacional.

Podemos ver o distanciamento do filho mais velho em relação ao pai, no momento em que o filho pródigo retorna (a festa começa), e ele abre a boca em resposta ao Pai: Ele, porém, respondeu ao pai: Eis que há tantos anos te sirvo, e nunca transgredi um mandamento teu; contudo nunca me deste um cabrito para eu me regozijar com meus amigos.

  • Quais são as características do filho mais velho, que demonstram seus distanciamento em relação ao Pai?

01º- Há tantos anos te sirvo... Está claro que, para o filho mais velho (crente de carterinha), o relacionamento com Deus é baseado no serviço. A lógica é: quanto mais servir a Deus, mais Ele me amará. E para tanto, basta ir a todos cultos, programações, novenas, procissões proféticas, e Deus então, recompensará o santo esforço. Acontece que se a fé manifestar-se apenas no serviço eclesiástico, cedo ou tarde, tornar-se-a um enfadonho e cansativo ciclo. E mais: é pura jactância achar que podemos comprar o amor gratuito de Deus através de nossos esforços.

02º- nunca transgredi um mandamento seu... Aquele que serve com o intuito de ganhar a Deus, certamente desenvolverá um elevado conceito de si mesmo. O filho mais velho, tinha a certeza de que nunca tinha transgredido um mandamento do Pai. É flagrante a auto-justificação. E quem envereda por esta caminho, torna-se um religioso fundamentalista e moralista implacável. A partir de sua suposta santidade, ele julga como "pródigo" todo aquele que não esta em seu nível de santidade. Quando o filho pródigo voltou, ele foi o primeiro a questionar a falta de uma correção firme do Pai, e se afastou deles. Por incrível que pareça, o filho mais velho achava que tanto o pródigo quanto o Pai estavam sujos e contaminados pelo pecado.

03º- contudo nunca me deste um cabrito para eu me regozijar com meus amigos...Definitivamente, o personagem secundário da parábola de Jesus, não conhecia o Pai. Morava na mesma casa, mas em uma dimensão diferente. O filho mais velho tinha a ideia fixa de que servir ao Pai era seguir uma lista estóica de "não podes". Era impensável festejar enquanto o Pai estive vivo. Quanto o filho prostituto voltou com festividades, ele entrou em choque. Como assim? Festa, bebida, comida? Como assim, Jesus era bebedor de vinho? Como assim, ele é crente e toma um golinho de vinho, assiste novela, ouve música secular, vai ao estádio, cinema e teatro? Pior, faz tudo isto e o Pai não diz nada? E eu aqui, todo certinho, crentinho, santinho... A GRAÇA É UM ESCÂNDALO!!!

A parábola não revela, mas o filho mais velho pode ter tomado duas atitudes. A primeira é: vou me aproximar de meu Pai, e conhecê-lo verdadeiramente, não segundo a caracterização farisaica introjetada pela religião. Hoje mesmo chamarei o meu irmão e meu Pai para celebrarmos a vida. A segunda: vou me distanciar deste libertinos, e deste Pai frouxo, que aceita os caídos e doentes, sem uma correção exemplar. Eu tomei a minha decisão e você?

domingo, 5 de abril de 2009

Medo de ser julgado



"O medo de ser julgado mata a espontaneidade; impede os homens de se manifestar e de se exprimir livremente, tal como são. É preciso muita coragem para pintar um quadro, para escrever um livro, para construir um edifício com linha arquitetônica nova ou para formular uma opinião independente, uma idéia original."

Paul Tournier

quinta-feira, 2 de abril de 2009

Gente que precisa de cabresto



"Canso com as perguntas que me fazem sobre a conduta cristã e o legalismo. Recebo todos os dias várias mensagens eletrônicas de gente me perguntando se pode beber vinho, usar “piercing”, fazer tatuagem, se tratar com acupuntura etc., etc. A lista é enorme e parece inexaurível. Canso com essa mentalidade pequena, que não sai das questiúnculas, que não concebe um exercício religioso mais nobre; que não pensa em grandes temas. Canso com gente que precisa de cabrestos, que não sabe ser livre e não consegue caminhar com princípios. Acho intolerável conviver com aqueles que se acomodam com uma existência sob o domínio da lei e não do amor".


Ricardo Gondim

quarta-feira, 4 de março de 2009

O destestável vírus do legalismo

Texto: Daniel Grubba

O legalismo, em linhas gerais, é um sistema teológico-espiritual que tem por objetivo buscar a aprovação de Deus mediante esforço pessoal. Se trata na verdade de um caminho diametralmente oposto ao caminho do evangelho da graça de Deus, mas mesmo assim são milhões de pretensos devotos que o trilham carregando fardos insuportáveis.


O caminho do legalismo é o modo farisaico de conquistar os favores de Deus. Na mente farisaica não bastava obedecer as 613 leis mosaicas. Além delas, outras 1524 emendas foram criadas para não facilitar as quebras das leis (ex: ao mandamento de não quebrar o sábado foram acrescentadas mais 39 regras proibitivas). O objetivo está claro, barganhar com quem detém o poder. Segundo o entendimento deste grupo legalista, o reino de Deus somente viria se todos praticassem com perfeição tais leis. Este é o motivo dos fariseus odiarem tanto os pecadores que Jesus amava, eles atrapalham os planos eternos; e também motivo do esforços proselitistas, posto que quanto mais fariseus mais rápido o reino virá. Jesus reprova: Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas! pois que percorreis o mar e a terra para fazer um prosélito.


A questão é: Será que existe legalismo na atual práxis evangélica?


Pergunto com sinceridade, pois parece que existe uma multidão de piedosos esmagados pelo sentimento de culpa. Muitas vezes, bons cristãos que estão desenvolvendo neuroses profundas em virtude disto. Quer dizer, tentaram com todas forças fazer o melhor, fundamentaram sua fé em si mesmo, mas tropeçaram. Pessoas sinceras que se sentem o vapor exalado do tártaro por terem fracassado. Se tornam tão angustiadas que esperam a cada instante a notícia de que foram rejeitadas para sempre. São tantas as neuroses obcessivas que Sigmund Freud ficaria atordoado só de ouvi-las.


É muito sútil, ninguém vê o tal do vírus chegando. Mas ele começa a agir quando você começa a barganhar com Deus, procurando agradá-Lo, mostrando a Ele todas tuas conquistas espirituais. Deus, olha minha devoção, meus decretos proféticos, minhas horas acumuladas de oração e jejum, milhões de dias a reuniões no templo, olha como sou santo e separado dos demais pecadores, quantos capítulos bíblicos lido, quantas ofertas financeiras, quanto evangelismo e almas ganhas...


Deste modo, instalado no orgulho humano o vírus descaracteriza o ser e cria um distorção, que Jesus chamou de hipócritas (que vem do grego hypokrites e significa ator). Sim, atores que escondem atrás de sua falsa grandeza, a fraqueza inerente de todos os seres. Assim sendo, voltam-se a lei e rejeitam a graça. Tornam-se "atores" em busca do aplauso dos céus, olham apaixonadamente para Sião esperando o esplendor, e ironicamente rejeitam o crucificado do Gólgata.


Como diz Caio Fábio, cair da Graça é se entregar aos mecanismos de repetição de sacrifícios e barganhas, que por mais ingênuos que pareçam, significam a não validação do sacrifício eterno de Cristo.