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quinta-feira, 1 de outubro de 2009

Livros


"Queremos livros que nos afetem como um desastre. Um livro deve ser como um machado diante de um mar congelado em nós."

Franz Kafka, escritor tcheco

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

O propósito da construção literária

Por Daniel Grubba

A construção de um texto é uma etapa apaixonante no ofício literário. Quem gosta de escrever, sabe bem do que falo. Há um envolvimento dinâmico do escritor com os processos de inspiração-ação, que confere a alma um sentido estético todo especial.

Poderíamos dizer que nesta construção, a inspiração sem ação é atividade etérea e contra-producente. E ação literária, sem inspiração, é sequidão gramatical; não carrega em si a essência que desperta nossas sensorialidades.

No meu caso, percebo que geralmente um texto começa com um pensamento, uma idéia (ainda vaga), ou um desejo de dar luz a algo que lá no fundo ainda não passa de "rabiscos desconexos" em um papel, que chamamos de mente. Estas idéias iniciais são despertadas por livros, pregações, aulas expositivas, ou simplesmente via "atos de reflexão" a respeito de um objeto qualquer de investigação.

Este processo de construção literária, ganha força na medida que revisitamos este brain storm e o tornamos mais coeso. A coesão se dá justamente quando começamos a colocar no papel as idéias essênciais. Esta parte é muito interessante, pois geralmente é um momento em que começam a aparecer outros elementos que ajudam a tornar o produto final em uma reflexão lógica e racional. Aqui neste ponto entra os elementos complementares da pesquisa.

Deixando de lado o que já foi dito, eu pergunto a vocês: Porque escrevemos? Porque gastamos tanta energia na atividade literária? O que um texto pode despertar no leitor? Pergunto primeiramente a mim mesmo e depois para blogueiros, que como eu, não passam de pseudo-escritores amadores, no bom sentido do termo. Ou alguém aqui, salvo raras excessões, já virou um best-seller? Será que não somos como loucos gritando na praça para os transeuntes que não estão nem um pouco interessados em ler o resultado final de nossas reflexões?

Arriscaria dizer que todo escritor quer ser lido. Nada mais óbvio. O escritor quer uma audiência, um público para suas palavras, suas visões, suas verdades. Eis o que todos nos queremos: uma chance de dizer ao mundo o que sentimos, em que acreditamos, e como a realidade é para nós.

quinta-feira, 27 de agosto de 2009

As crônicas de Nárnia


As Crônicas de Nárnia - Volume Único

Nos últimos cinqüenta anos, As crônicas de Nárnia transcenderam o gênero da fantasia para se tornar parte do cânone da literatura clássica. Cada um dos sete livros é uma obra-prima, atraindo o leitor para um mundo em que a magia encontra a realidade, e o resultado é um mundo ficcional que tem fascinado gerações. Esta edição apresenta todas as sete crônicas integralmente, num único volume magnífico. Os livros são apresentados de acordo com a ordem de preferência de Lewis, cada capítulo com uma ilustração do artista original, Pauline Baynes. Enganosamente simples e direta, As crônicas de Nárnia continuam cativando os leitores com aventuras, personagens e fatos que falam a pessoas de todas as idades, mesmo cinqüenta anos após terem sido publicadas pela primeira vez.

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O Site Submarino traz um desconto imperdível para quem deseja adquirir esta obra prima da literatura (de R$ 93,20 por apenas R$ 15,90)

terça-feira, 21 de julho de 2009

É o apocalipse dos livros?

Estátua do apóstolo João segurando um livro na Strahov Theological Hall em Praga - República Checa


Os alardes sobre o fim do livro têm suscitado vários debates. A maioria deles, no entanto, baseia-se em discursos equivocados, pois ignoram a evolução dos suportes de informação. Desde a pré-história, os homens registram o seu conhecimento, o homem primitivo esculpia símbolos em rochas, o homem antigo, por sua vez, começou utilizando tabletes de argila e evoluiu para o pergaminho (pele de animas) e papiro (o precursor do papel atual).

A invenção da imprensa por Gutenberg, no fim do século 15, e a possibilidade de imprimir documentos em larga escala, foi o prenúncio do que na contemporaneidade chamamos de “explosão bibliográfica”. Após a II Guerra Mundial, uma nova ferramenta que modificaria para sempre as rotinas de gestão documental surgiu: o computador. Com o advento das tecnologias de informação e comunicação, questionamentos sobre os suportes de informação surgiram: quais os suportes mais adequados para o armazenamento de informações? As bibliotecas e os livros vão acabar? Os livros vão virar objetos de museus?

O surpreendente dos debates com intelectuais que estão falando sobre o tema é a falta de objetividade dos discursos.

Os que afirmam a permanência do livro dizem:

– Não podemos viver sem o cheiro do livro!

– É bom dormir abraçado com o seu livro favorito!

– É muito mais prático carregar um livro do que um computador! (ignorando os livros eletrônicos, os quais já cabem no bolso).

Os que acreditam no fim do livro profetizam:

– A humanidade optará pelo livro eletrônico em função da consciência ecológica!

– As pessoas acessarão tudo pela internet e não precisarão mais de bibliotecas!

O que falta a alguns “profetas” é conhecimento biblioteconômico.

Primeiro: O livro é só um suporte de informação, como o foram os tabletes de argila. O que vale é a informação que ele contém. Sendo assim, enquanto objeto, ele pode sim virar artigo de museu.
Segundo: Os atuais suportes digitais de informação ainda não podem substituir o livro em papel por uma série de fatores como obsolescência, confiabilidade, autenticidade e longevidade desses suportes.

Terceiro: as bibliotecas nunca vão acabar, pois não prestam “serviços de livros” e sim “serviços de informação”, estejam essas informações em qualquer tipo de suporte. Por fim, para aqueles que amam o suporte livro, seu cheiro, manuseio, seu custo-benefício, fiquem tranquilos: estudos indicam que eles perdurarão. Certamente, nossa terceira geração ainda circulará abraçada neles. Mas não se iludam: a história prova que todos os suportes tiveram seu tempo, uns suplantando os outros. Por que com o livro seria diferente?

Magali Lippert da Silva é bibliotecária

Fonte: Zero Hora via Livros só mudam pessoas

***
Comentário: Esses dias meu pai me ofereceu um e-book de aniversário dizendo que em breve os livros desaparecerão. Eu disse: Pai, eu gosto do cheiro do livros, sei o cheiro de cada um que tenho. Ele não entendeu. Continuei dizendo: Pai, eu gosto de "pintar e bordar" meus livros, no tal do e-book como farei isso? E mais meu velho: é muito caro esse trem ai ! Amanha mesmo vou no sebo e comprarei meus livrinhos a preço de banana.

Gosto de uma frase do Gondim que diz "as paredes do céu estarão recobertas de estantes entupidas de livros". E também uma outra do teólogo indiano Ravi Zacharias que fez uma adaptação de Mq 4.4 dizendo "cada um assentar-se-á debaixo de sua biblioteca (o texto bíblico diz videira).

Como disse o poeta Mario Quintana "os livros não mudam o mundo. Quem muda o mundo são pessoas. Os livros só mudam pessoas."

sexta-feira, 26 de junho de 2009

Cristianismo Puro e Simples

Durante a segunda guerra mundial, a BBC convidou C. S. Lewis para fazer uma série de palestras pelo rádio. Foram programas que, ao final, deram um sentido novo a à vida de milhares de adultosde todas as classes e profissões. O livro Cristianismo puro e simples, que colige essas prelações legendárias, veio a ser considerado a mais popular e acessível de todas as obras de Lewis, lembrando-nos daquilo que é mais importante na vida e apontado-nos o caminho da alegria e do contentamento. Esta edição de quinquagésimo aniversário nos recorda de uma ocasião em que C. S. Lewis foi capaz de dar conforto e consolação a milhões de pessoas num tempo de guerra e de incertezas; mas suas palavras são tão pertinentes agora quanto em qualquer outra época..(Martins Fontes)

Leia o livro em pdf.

quarta-feira, 24 de junho de 2009

Porque você não quer mais ir à igreja?



Depois de toda uma vida dedicando-se à Igreja e ao caminho que sempre lhe pareceu o certo, Jake Colsen está diante de uma dolorosa dúvida: como é possível ser cristão há tanto tempo e, ainda assim, se sentir tão vazio?

Mas o amor divino está sempre a postos para transformar vidas. Observando uma multidão numa praça, Jake depara com João, um homem que fala de Jesus como se o tivesse conhecido e que percebe a realidade de uma forma que desafia a visão tradicional de religião.

Com a ajuda do novo amigo, Jake irá reavaliar os conceitos e crenças que norteavam seu caminho. Levar uma vida cristã significa ter os comportamentos aprovados pelo grupo religioso a que pertencemos?

A cada nova palavra de João, assistiremos ao renascimento de Jake em busca da verdadeira alegria e da liberdade que Cristo veio ao mundo oferecer. Na reconstrução da sua vida, perceberemos a ação do Deus de perdão e amor.

"Se você busca pela fé mesmo onde a religião não alcança e sente que ser cristão é muito mais do que seguir regras e rituais, a trajetória de Jake servirá de inspiração para encontrar a verdadeira liberdade e alegria".

quarta-feira, 27 de maio de 2009

Neuroses eclesiásticas


RECOMENDO ESTA LEITURA

Sinopse:

É crescente o número de cristãos que têm demonstrado sua insatisfação com a Igreja, seus líderes e suas práticas. É notável, também, o surgimento dos chamados “sem-igreja”, dadas as mesmas insatisfações e decepções com a atual situação encontrada nas igrejas.

Atento a esta questão, o olhar pastoral e clínico de Karl Kepler ajuda-nos, nesta obra, a renovar as esperanças e a lidar com nossas insatisfações com nossas igrejas. Trata-se de um primeiro exame, uma análise preliminar. O autor examina focos de tensão que podem ser identificados em várias igrejas sem deter-se em questões específicas de uma ou outra denominação existente no cristianismo.

Seu exame toca em alguns pontos que podem ser causa de sofrimento para muitos irmãos e irmãs de fé. Uma vez identificados os potenciais problemas – as tais neuroses –, Karl Kepler volta-se para o texto bíblico, para o evangelho de Jesus Cristo, onde identifica modelos para os quais o leitor poderá voltar-se quando buscar alternativas mais saudáveis para sua experiência de vida cristã, seja como membro do Corpo de Cristo, seja para sua vida pessoal alicerçada nos mesmos princípios.

É, certamente, uma leitura que o levará à reflexão pessoal sobre o valor da obra de Cristo, o Médico dos médicos, que procura a saúde integral do homem e da sociedade por meio da aplicação e vivência de seus ensinos e seu exemplo.

Sobre o autor

Karl Heinz Kepler é brasileiro, natural de Panambi – RS. Criado no ambiente evangélico, numa comunidade batista alemã, creu em Jesus desde cedo, manifestando sua fé já aos 6 anos de idade. Estudou teologia na Faculdade Teológica Batista de São Paulo – onde atualmente leciona – foi ordenado pastor, e formou-se também como psicólogo clínico na Pontifícia Universidade Católica de São Paulo.
Professor nas áreas de Psicologia e de Novo Testamento, atualmente é presidente nacional do Corpo de Psicólogos e Psiquiatras Cristãos (CPPC). Trabalha como editor de duas revistas de idiomas (Speak Up e Habla), e também edita a Bíblia Conselheira para a Sociedade Bíblica do Brasil. Casado e pai de um filho, escreveu Aba, Pai – aprendendo com nossos filhos sobre o Pai do Céu, além de vários artigos para a revista Psicoteologia.

segunda-feira, 18 de maio de 2009

Nível mental do brasileiro é de nove anos de idade


É o que diz Falabella (foto) em sua entrevista ao site UOL. Segue alguns trechos pertinentes:

"O nível mental das pessoas que assistem à tevê no Brasil é por volta de 9 anos de idade. Em comparação a um jovem francês, o que lê um jovem brasileiro? Um jovem francês lê 200 vezes mais. E um país que não tem educação nos condena à mediocridade. Aqui mesmo tem diálogos e piadas que as pessoas não entendem, porque não têm informação".

UOl pergunta: O que falta na TV?

"Ela precisa se repensar urgentemente, como um todo. Nós precisamos apontar novos caminhos - mas é muito difícil. Porque nós trabalhamos com uma matéria-prima que é a palavra. Quanto menos educado é o povo, menos você pode dizer as coisas, por que as pessoas não entendem. As pessoas não leem e não sabem escrever. É aterrador. Por isso enfatizo a educação. O povo precisa ser educado, a leitura tem de ser incentivada. Não sei o que vai acontecer, mas, obviamente, mudanças são necessárias".

Materia completa, clique aqui
Fonte: Portal UOL
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O blogueiro é obrigado a concordar com o caro Falabella. Falta leitura, falta reflexão. Só existe TV de péssima qualidade, porque existe consumidor para tal. Leiam, por amor a alma de vocês, leiam!

sexta-feira, 1 de maio de 2009

Hábitos de leitura

Foto: Livros que estou usando na minha atual pesquisa de filosofia


Juliana Dacoregio, do blog Heresia Loira publicou seus hábitos de leitura. Por gostar da idéia, resolvi escrever aqui também os meus hábitos de leitor:

- Amo ler em casa, ouvindo música clássica ao fundo e tomando um cafézinho fresco. Sou transportado para outro mundo.
- Geralmente fico contemplando meus livros, admirando a estante, e super indeciso para decidir qual será a próxima leitura.
- Detesto ter que emprestar meus livros, fico irritado quando demoram para devolvê-lo.
- Fico triste quando tenho que devolver os livros que pego na Biblioteca da faculdade, queria todos eles para mim.
- Rabisco e sublinho todos meus livros. As bordas de todos eles estão cheias de anotações. Quem pega emprestado meus livros tem que ler o livro e as anotações por tabela.
- Tenho compulsão em comprar livros e ainda assim a lista de livros que quero comprar não para de crescer.
- Faço enormes listas de livros para minha esposa dar de presente para mim nas datas especiais.
- Quando vou na biblioteca tiro fotos dos livros com o celular para poder comprá-los depois.
- Faço um esforço para ler o livro até o fim, mesmo que o livro seja um saco.
- Leio vários livros ao mesmo tempo, mas procuro ler ao menos um livro inteiro por semana.
- Tento ler a Bíblia ao menos um vez ao ano.
- Aprendi a ler enquanto estou no transito caótico de SP, mas receio que um dia eu baterei o carro por isso.
- Fico extremamente feliz quando minha excelentíssima esposa lê junto comigo seu livros de psicologia.
- Sei o cheiro de todos meus livros e adoro cheiro de livro novo.
- Espero ansiosamente os livros que compro na internet chegarem na porta de casa.
- Gosto de ir ao dentista, ao banco, ao medico e onde mais tem fila, só para ter o prazer de ler.
- Entro nas grandes livrarias de SP e fico absolutamente perdido. Este é um dos meus programas favoritos.
- Não troco de jeito nenhum o bom e velho livro de papel por e-books. E detesto fazer leituras longas no micro.
- Minha mochila que me acompanha todos os dias parece uma biblioteca de tantos livros que há nela.
- As vezes me dá vontade de fumar cachimbo enquanto estou lendo, mas acredito que minha religião não permite tal excentricidade. E desconfio que minha esposa me colocaria para fora de casa, ela odeia fumaça...rs..rs..

Estes são meus hábitos e os seus? Compartilhe também, escreva no seu blog e coloque o link do post aqui.

sexta-feira, 24 de abril de 2009

Ler devia ser proibido



Baseado em texto de Guiomar de Grammon, este vídeo foi criado e produzido por Luciano Midlej, Filipe Bezerra e Marcos Diniz p/ ajudar a despertar a vontade de ler nas pessoas. Mais de 137 mil cliques no YouTube. Visite o site www.lerdeviaserproibido.com.br

Fonte: http://livrosepessoas.blogspot.com/

quinta-feira, 23 de abril de 2009

O hábito de leitura de Francis Asbury (1745-1816)


Em comemoração ao dia mundial do livro gostaria de apresentá-los um leitor voraz. Seu nome é Francis Asbury, e é considerado "pai do metodismo americano". Este notável cristão, foi responsável pela conversão de milhares de pessoas. Um de seus biógrafos, Wesley Duewel, afirma que quando Asbury chegou da Inglaterra aos Estados Unidos, comissionado por JohnWesley (seu pai na fé) no ano de 1784, existiam 1160 cristãos metodistas, quando morreu havia 214 235. Estima-se também, que tenha pregado cerca de 17 mil sermões e ordenado mais de 3 mil pastores. Nada mal, hein?

Impressionamente também era seu hábito de leitura. Tinha o costume de ler 60 .000 páginas por ano (imagine que um livro comum tem em média 300 pg.). Se você está imaginando que o camarada Asbury não tinha nada para fazer, fique então sabendo que lia tudo isso no lombo de um cavalo, enquanto viajava por todo o solo americano. E não era a passeio...Ele na verdade seguiu a risca a tarefa de ler ao menos 100 páginas por dia e isto tudo há 200 anos atrás, quando não havia as conveniências que desfrutamos hoje.

A rotina de Asbury não era menos impressionante. Durante toda vida ele observou um cronograma rígido, assim como também aconselhou seus pregadores itinerantes a fazer o mesmo. Aprendeu com Wesley, e a rotina era assim:

1- Acordar as 4 da manhã, todos os dias;
2- Orar das 4 às cinco e novamente a tarde, das cinco às seis;
3- Ler todos as manhãs, das seis até o meio-dia, como uma hora para o café da manhã, alimentando a mente e a alma com a Bíblia e com bons livros.

Rick Nañes, doutor em teologia, fez uma bela análise do hábito de leitura dos proeminentes cristãos do passado. E chega a uma conclusão interessante:

"Não é coincidência o fato de que os mais proeminentes líderes cristãos do passado, os quais auxiliaram a reavivar, revigorar e reformar a igreja errante, foram leitores vorazes. Eles não apenas leram como também expressaram sua convicção de que a leitura é o caminho para ampliar a mente, exercitar o intelecto e focalizar melhor a imagem que se tem da realidade".

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Duewel, Wesley. Heróis da vida cristã. p.11-22
Nañez, Rick. Pentecostal de coração e mente. p. 343.

Libertando um livro

Hoje é Dia Mundial do Livro! Em comemoração vamos libertar um livro num lugar público. Isso chama-se BookCrossing. "Esquecemos" um livro que endossamos e que apreciamos em algum lugar para que outra pessoa tenha a oportunidade de ler também. E, assim, o livro vai viajando sem limites e indo de encontro com seus leitores.

Vou libertar o livro O Peregrino de John Bunyan no Bradesco-SP. E vou colocar esta dedicatória seguindo o padrão que o Sérgio escreveu no Pavablog#.

Oi,

Curto bastante ler e quero compartilhar esse prazer com outras pessoas. "Esqueci" este livro em 23/4/09 no Bradesco, em São Paulo-SP. Eu e vários outros amigos mantemos o blog livrosepessoas.blogspot.com para trocarmos idéias sobre o que lemos. Depois de ler esse livro, peço gentilmente que o "esqueça" em algum lugar público para que outras pessoas também possam ter a oportunidade de lê-lo. Muito obrigado pela colaboração!

Abração e tenha uma ótima leitura.

Daniel Grubba
danielliuzzi@hotmail.com
dlgrubba.blogspot.com

Vamos lá, galera! Libertem um bom livro e exercitemos o espírito de desprendimento e compartilhamento.

Fonte: Thiago Mendanha

Dia mundial dos livros



É hoje o Dia Mundial do Livro e dos Direitos de Autor!

Comemorado, desde 1996 e por decisão da UNESCO, a 23 de Abril, dia de São Jorge, esta data foi escolhida para honrar a velha tradição catalã segundo a qual, neste dia, os cavaleiros oferecem às suas damas uma rosa vermelha de São Jorge e recebem em troca um livro.

Para além disso, é prestada homenagem à obra de grandes escritores, Shakespeare e Cervantes, falecidos em 1616, exactamente a 23 de Abril.

“Partilhar livros e flores, nesta primavera, é prolongar uma longa cadeia de alegria e cultura, de saber e paixão”, é manter viva a chama que nos alenta o coração e nos aquece a alma, é dar continuidade à demanda de emoções que o livro transmite e o Homem sente.

Esta data é simbólica, sem dúvida, pois os livros, tal como as emoções, devem fazer parte da vida de qualquer humano todos os das, em qualquer momento. As palavras, as páginas, os livros, são termos secos mas contêm em si, cada um, mensagens e sentimentos tão fortes e vivos como a mais pura das crianças.

Cada livro é um profeta que nos dita visões, que nos narra histórias e nos ensina. Um livro vive, com a sua alma passiva, e acompanha o leitor como um amigo, seguindo-o e completando-o.

Por isso mesmo o Homem ama-o, desde que o conheça profundamente, e reconhece o seu valor.

Por todo o mundo, hoje, se demonstra um pouco desse reconhecimento, quase que em forma de agradecimento, de adoração. Portugal não é excepção, e são muitas as instituições que assinalam este dia, seja com a realização duma Feira do Livro, exposições, espectáculos culturais, palestras, declamações ou com o simples, mas sincero, assinalar deste dia.

O livro é o meu passaporte para um mundo só meu, longe deste real e apático universo. Agradeço-lhe por existir e espero que possam ser muitos os que pela minha vida venham a passar. Porque ler é viver, e porque a minha vida só tem sentido com a leitura.

Seja de que forma for, não se esqueçam de assinalar este dia. O livro agradece...

fonte: blog Os livros via Livros e pessoas
dica do Jorge Oliveira via twitter

segunda-feira, 2 de março de 2009

O que aprendi com Sören Kierkegaard



Meus primeiros contatos com o pensamento de Sören Kierkegaard se deram através da perspectiva do outro, isto é, tudo que sabia a seu respeito era baseado na leitura e interpretação de terceiros. Me foi dito que seu método de investigação cognitiva era guiado por um processo de suspensão racional. Que também era considerado "pai do existencialismo". E mais, responsável indireto pela escola fideísta (a fé é um salto no escuro). Tudo dito por alguém que o leu e o julgou, principalmente pelos "defensores da fé". Portanto, como um estudante de apologética, aprendi a vê-lo com toda sorte de preconceitos possíveis, olhando sempre pelo lado negativo, e tudo isto antes mesmo de conhecê-lo. O que é isto senão dogmatismo?

Resolvi ler e tirar minhas conclusões. Ainda sei muito pouco sobre sua obra, mas o que aprendi?



Que a atitude dogmática nos afasta da verdade, sufoca o livre diálogo e reduz o ser a um esteriótipo vazio de significado. Sim, estava sendo dogmático.


Que seu conceito de fé não invoca o irracional, mas coloca a fé acima da razão. Não suspende o raciocínio, mas não se prende absolutamente a ele. Para Sören, fé é crer no Absurdo.


Que a fé pertence ao mais alto grau de elevação existencial. A fé é superior a estética e a moral.


Saindo do campo filósofico das idéias, aprendi principalmente que não devo julgar quem quer que seja, a partir da análise de terceiros. Devo tirar minhas próprias conclusões a partir da minha própria reflexão. Se quero fazer uma crítica a um escritor, por exemplo, deve lê-lo em primeira mão.


Enfim, leia tudo e tire suas conclusões. Faça isto pelo bem da tua alma. E mais, leia não só os livros, mas os fatos, a vida, a história. Se você assim não fizer, alguém fará por você. Ai você perderá a capacidade de analisar, se tornará um fundamentalista, repetidor de discurso e a verdade estará longe do teu coração.

quinta-feira, 13 de novembro de 2008

Elogio da Loucura / Erasmo de Rotterdam

Após um semestre lendo muitos teólogos, filósofos e suas teorias, achei que deveria ler alguma coisa que conferisse ao meu ser um pouco mais de paixão, um pouco mais de loucura. Então, começei a ler a obra do humanista e teólogo Erasmo de Rotterdam (1469-1536), Elogia do Loucura. Que leitura agradável!!!


Acredito que este livro é um santo remédio para todos os que buscam um pouco de equílibrio, para aqueles que sabem que não são meras máquinas pensantes abstratas, para os que ainda carregam paixôes e loucuras, para os que tentaram colocar o céu dentro da cabeça e não suportaram a pressão da infinutude (parafraseando Chesterton), enfim...é um clássico que deve ser lido, reelido e degustado.


No livro de Erasmo quem fala em primeira pessoa é a locura (semelhante alguns textos em Provérbios que mostra a personificação da sabedoria). Portanto, a loucura critica com um sagaz tom de ironia (chega a ser muito engraçado), os fílosofos, racionalistas, papas, reis, e os que se julgam sábios e na verdade são loucos, afinal quem não tem um pouco de loucura?

Não tem como não lembrar da crítica de Jesus aos fariseus. Seriam os filósofos, os fariseus da época de Erasmo? Para Erasmo, "só a loucura leva os homens a verdadeira sabedoria", isto porque o filósofo especula, o louco se entrega. Erasmo questiona: Como viver sem paixão? Os que vivem sem paixão, apenas guiados pela razão, vivem no mundo imaginário de Platão e não neste mundo real. Eles na verdade, acreditam que não são loucos, mas são os maiores de todos os loucos.


Vale lembrar que o "Elogio da Loucura" foi um agente poderoso de influência na vida de Lutero e consequentemente um dos catalisadores da Reforma protestante. É um livro indispensável para todos aqueles que desejam ser pensadores apaixonados e por que não dizer, loucos?

quarta-feira, 5 de novembro de 2008

O que você está lendo?


Este é um texto de Gerson Borges que pode te ajudar a adquirir o gosto pela leitura. Ver texto na integra aqui. / Fonte: Cristianismo Criativo


Ah, meu amigo! Muitos livros, pouco tempo. "Tolle et lege ", foi o que ouviu Agostinho do próprio Espírito Santo sobre a Bíblia ( onfira nas suas "Confissõe " ) . Ou seja, pegue e leia. Alguém disse que daqui a cinco, dez anos, seremos as mesmíssimas pessoas de hoje, a não ser pelos amigos que fizermos e pelos livros que lermos. "O que você está lendo?"


1. Estou lendo a Bíblia. Mas com outros olhos e ouvidos. Lendo Jesus. (Deveríamos ler os Evangelhos umas quatro mil vezes, para começar a entrar na mente de Cristo, para sacar sua Revolução sem precedentes: espiritual-social-política-cósmica, para imitá-lo, para seguí-lo ao invés de distorcê-lo com nosso malucos fundamentalismos e nossos neuróticos legalismos). Lendo oradamente, mais do que exegeticamente, os Salmos. Faz muita, para não dizer, toda diferença. Lendo Paulo. Esse é demais. Viu longe. Provou coisas arrebatadoras. Mas é muito mal compreendido.


2. Estou relendo alguns clássicos. Como disse Ítalo Calvino, "um classico é um texto que sempre terá algo a dizer a cada geração". Os livros do tipo "o Cânone ocidental" e "Como e por que ler", de Haroldo Bloom, "ajudam a encontrá-los, se é que eles já não o encontraram primeiro... Estou relendo, porque muitos já li (ou me leram na infância e adolescência: Homero, Mark Twain, Dumas, Machado de Assis. Gente profunda, esses caras! João Ubaldo Ribeiro disse que diariamente lê umas linhas de Shakespeare. É a sua cafeína inspirativa.


3. Estou descobrindo coisas novas. Acabei de comprar um guia da Superinteressante simplesmente bárbaro: "122 livros para entender o mundo" (Abril). Livros fundamentais sobre sociedade, cultura, religião, ciência. Não sei quem foi que disse que "quem lê só a Bíblia não lê a Bíblia". Sim, por que a Bíblia é sobre o caso de amor de Deus e o homem - relacionamentos. "Juntar Escritura com Escritura, escritura com fato ", recomenda Élben Cesar (Ultimato ), eis o trabalho do Pregador, do Exegeta. Paulo assinaria embaixo. Calvino, Lutero... profundos, extravagantes, bíblicos!


Além dessa lista exaustiva e abrangente, concordo com Ricardo Gondim: "Precisamos ler os teólogos contempoâneos, sobretudo os latino-americanos: são muito inteligentes". Boff, Gutierrez, Comblin...


Ah, ainda no quesito Teologia (que às vezes é bem esquisito, se posso - devido ao que produz a nossa literatura dita "cristã" - usar tal trocadilho besta...) : estou lendo tudo que me cai às mãos de N.T. Wright, bispo anglicano, um dos maiores especialistas no NT e em Paulo de todos os tempos. Fantástico mesmo. Brian McLaren (dele, li " A mensagem secreta de Jesus ", depois "A igreja do outro lado " e me assustei com o vigor intelectual do conteúdo e a semelhança com nossos teólogos latino-americanos - ótimo!), Rob Bell (sobretudo "Velvet Elvis", "Sex God " e "Jesus want to save christians"). Bell é um poeta, um artista disfarçado de pastor. Não que eu concorde com tudo dessa tríade, mas concordo com sua originalidade e força de pensamento e amor a Deus e ao se Reino!
...

4. Estou lendo mais poesia. Adélia Prado, a prosa-poética (se posso reduzir algo tão estupendo) de Guimarães Rosa, lendo e orando os Salmos e os Profetas em voz alta: experimente para ver. É outra coisa! É maravilhamento puro!


5. Estou relendo meus mentores espirituais. Agora não tem jeito - terei de usar uma lista:


- C.S.Lewis: "Surpreendido pela alegria " (Mundo Cristão). De vez em sempre, volto a essa preciosidade. E me surprendo com sua beleza e verdade.
- Richard Foster: todos, sobretudo "A celebração da disciplina" (Vida ). Para quem quer rever a vida espiritual, a devocionalidade.
- Eugene Peterson: todos, sobretudo a trilogia pastoral. Pastor de pastores, poeta, sábio.
- Henri Nouwen: todos, sobretudo os diários e livros sobre oração (grande maioria).
- Thomas Merton: "A montanha dos sete patamares". Um choque na minha antiga religião irrelevante.
- James Houston: os livros sobre oração e história da espiritualidade cristã.
- Bonhoeffer: todos. Tudo o que um mártir tem a dizer deve ser ouvido....


Agora, isso não quer dizer que esteja lendo tudo isso e todos ao mesmo tempo. Claro que não. Seria pretensiosa mentira. Esses são amigos que visito aqui e ali, dependendo dos ânimos do meu coração. "A cabana" (Sextante) , o romance que me foi fortuitamente apresentado por amigos dos EUA (The Shack), simplesmente a maior surpresa literário-teológica dos últimos tempos. Recomendo enfaticamente. Mais dois títulos da minha cabeceira, aguardando um noite insone para serem saboreados: "Qual a tua obra? ", do filósofo da PUC-SP, Mário Sérgio Cortella. Coisa linda. Para quem, como eu, sabe que vocação é algo bem diferente de emprego e "Estabelecer limites", do monge beneditino e psicólogo alemão Anselm Grun (Vozes), para quem, como eu, sabe que "não há prioridades, mas prioridade" (frase que o amigo Osmar Ludovico me apresentou, citando Hans Burki).

segunda-feira, 8 de setembro de 2008

Eu li e recomendo...Defendendo sua fé / R.C. Sproul

VOCÊ SABE NO QUE ACREDITA, mas poderia explicar para quem tem sérias dúvidas sobre as verdades reivindicadas pelo cristianismo?

Aqueles que se opõem ao cristianismo se esforçam bastante para fechar as mentes e lábios dos que professam a fé em Jesus, tentando fazer com que a fé pareça inculta e ingênua. Desde as universidades seculares à mídia em voga, os cristãos encontram seus valores fundamentais sendo desafiados e ridicularizados diariamente. Neste livro, o respeitável autor e professor R. C. Sproul prepara os leitores para terem uma apresentação convincente do que acreditam e a combaterem os ataques em virtude do seu compromisso com Cristo.

Defendendo sua Fé é uma visão geral da história e fundamentos da apologética. Dr. Sproul mostra como a razão (aristotélica), as principais leis de raciocínio e a pesquisa científica podem ser aliadas na defesa da existência de Deus e das verdades históricas reivindicadas por Jesus Cristo. Leitores que desejam uma defesa lógica e bíblica da fé encontrarão neste livro um recurso indispensável para estudos individuais, em pequenos grupos ou em salas de aula.

Li e recomendo...Panorama do Novo Testamento / Robert H. Gundry

Panorama do Novo Testamento é considerado pelos estudiosos um clássico e vem sendo usado no Brasil há mais de 20 anos como livro de referência em seminários que oferecem cursos de introdução ao Novo Testamento de alto nível.

A riqueza de informações deste livro torna-o uma poderosa ferramenta de estudos neotestamentários. Por ele, o estudioso é colocado no ambiente em que se formaram os textos do Novo Testamento.

Discussões francas e objetivas sobre a composição dos livros (local, autoria, data e autenticidade), sobre os primeiros destinatários e sobre o mundo político e religioso de então são vitais para uma compreensão bem centrada do texto sagrado. Destaque-se ainda o fato de que o autor inclui vasto material sobre o período intertestamentário. Mais e 100 fotos, mapas e gráficos tornam este livro ainda mais prático e valioso.

Robert H. Gundry é hoje Scholar-in-Residente do Westmont College, em Santa Bárbara, na Califórnia. É um grande especialista em diversas áreas de estudo, entre elas o grego e a teologia do Novo Testamento, escatologia, e os evangelhos. Em 1961, recebeu o título de Ph. D. em Estudos do Novo Testamento pela Manchester University. Foi agraciado com o prêmio de Melhor Professor do Ano (Theacher of the Year Award) por três vezes, tendo recebido também outros prêmios como o Faculty Rewearcher of the Year Award e o Sears-Roebuck Foundation Teaching Execellence anda Campus Leadership Award.

terça-feira, 2 de setembro de 2008

Eu li e recomendo...Introdução a Teologia Sistemática / Vincent Cheung

Uma teologia para quem gosta de pensar.

Introdução à Teologia Sistemática, de Vincent Cheung, destaca-se pela ênfase na inter-relação das doutrinas bíblicas e por sua organização em uma progressão lógica, como na Confissão de Fé de Westminster. O autor aborda desde as pré-condições epistemológicas da cosmovisão cristã até a perseverança dos santos. Os três principais temas da obra são a infalibilidade das Escrituras, a soberania de Deus e a centralidade da mente, os quais estão divididos em partes que compreendem teologia, as Escrituras, Deus, homem, Cristo e salvação. Por tratar-se de uma introdução ao estudo de Teologia, como diz o próprio autor, não prende o leitor ao exame de minúcias e complexidades como o fazem alguns textos. O autor se propõe a orientar e a conduzir no estudo das doutrinas básicas da fé cristã e isso consegue de maneira adequada diante dos desafios do nosso tempo. “Nesta era de mentes teológicas atrofiadas, vendidas ao liberalismo e ao misticismo, só nos resta dar as boas-vindas a este livro (...) Boa leitura, portanto. Você poderá não concordar com Cheung em tudo, mas ele lhe estimulará a pensar e a defender a sua compreensão e as suas convicções – ou a modificá-las, quando sentir o peso da argu-mentação bíblica e assim for direcionado pelo soberano Espírito Santo de Deus.” (Prefácio de Solano Portela)


Soli Deo Gloria

quinta-feira, 21 de agosto de 2008

Eu li e recomendo...A formação do Novo Testamento / Oscar Cullmann


Apesar de ser um livretinho de cerca de 100 pg. a obra de Oscar Cullman é sensacional. Não se trata exatamente de uma obra conservadora, mas está longe de ser uma crítica liberalista ao NT. Afirmo que é bem ponderada e um tanto dialética. E este equilíbrio resulta em uma obra muito interessante.
Nos primeiros capítulos Cullman faz uma análise dos principais manuscritos que temos do NT. Depois faz uma análise livro a livro. As análises dos evangelhos são excelentes, mas achei que ele se supera nas cartas paulinas e epístolas gerais. Cullman aborda em cada livro do NT as questões da autencidade, data, autoria e pesquisa com maestria os devidos contextos históricos em que os livros foram redigidos.
Não concordei com o autor em alguns assuntos, principalmente na data tardia proposta por ele, e sobre a autoria das cartas pastorias de Paulo e algumas epístolas joaninas. Recomendo a leitura a todo estudante sério do NT. É uma obra indispensável.

Soli Deo Gloria