domingo, 13 de setembro de 2009
Saia do meio deles !!!
Esta mensagem foi pregada no domingo posterior aos ataques das Torres Gêmeas. Vale a pena conferir. Cai como uma luva para todos nós.
É difícil ouvir e não se emocionar com o tom dramático e verdadeiro em que ela é anunciada.
Fonte: Genizah
sexta-feira, 31 de julho de 2009
A sedução de Mamom
Isso significa que para Jesus o dinheiro é um poder, muito parecido com uma divindade que exige adoração, submissão e lealdade, e determina como seus adoradores / escravos devem viver.
2009 | Ed René Kivitz
Fonte: Ibab
segunda-feira, 29 de junho de 2009
Religião da satisfação dos desejos
José Comblin em O Caminho - Ensaio sobre o seguimento de Jesus
terça-feira, 23 de junho de 2009
Amor ao dinheiro

"Porque nada trouxemos para este mundo, e nada podemos daqui levar;
tendo, porém, alimento e vestuário, estaremos com isso contentes.
Mas os que querem tornar-se ricos caem em tentação e em laço, e em muitas concupiscências loucas e nocivas, as quais submergem os homens na ruína e na perdição.
Porque o amor ao dinheiro é raiz de todos os males; e nessa cobiça alguns se desviaram da fé, e se traspassaram a si mesmos com muitas dores".
domingo, 14 de junho de 2009
Sem barganha com Deus
Este evangelho da barganha, o qual não é evangelho mas uma perversão, é terrível por muitos motivos. Em primeiro porque torna o sangue de Jesus em produto vendável-rentável, em suco de uva em pó, em algo dispensável, diluído e barateado. O sujeito-consumidor que não o deseja, pode simplesmente optar por outro produto, posto que no mercado existem outras opções mais atrativas: sabonetes, toalhas, rosas, novenas, ritos, campanhas. Tudo se traduz em produtos que tornam o milagre-benção-proteção uma possibilidade sem a necessidade do eterno sangue do cordeiro.
Um outro motivo, é a suplantação e rejeição da maravilhosa graça. No sistema da troca com Deus, a graça é doutrina envelhecida, não a verdade do coração. Deste modo, o padrão de comportamente é a insensatez dos Gálatas e o principal alimento é o fermento que leveda toda massa. Sendo assim, a graça é para os fracos, uma vez que os que tem poder de barganha optam pela "teologia retributiva do mérito". Ou seja, eu mereço porque sou santo, porque pago mensalmente ao poder fiscal celestial meus dízimos e ofertas, porque não sou como estes publicanos pecadores, e assim por diante...
Se os que lhes digo parece estranho, então ouçam C.S. Lewis, ele foi incomparavelmente mais claro:
C.S. Lewis em Cristianismo puro e simples, p. 190.
quarta-feira, 20 de maio de 2009
Ana Paulo Valadão critica Teologia da prosperidade
Fonte: http://amenidadesdacristandade.blogspot.com/
terça-feira, 14 de abril de 2009
Quem é esse que dá carros aos ricos e escárnio aos necessitados?

Por Danilo Fernandes
- Acha pouco? Eu vejo esta gente mentirosa desfilando santidade e desapego e só “tomando posse aqui” “prosperando com Cristo ali”; fazendo campanha para comprar carro para depois ficar desfilando pela cidade com adesivo dizendo que foi Jesus Quem deu. Visualiza: Sinal fechado, avenida movimentada. Pedintes e meninos miseráveis presentes. Fome. O que este adesivo diz a respeito do seu Deus a estes miseráveis precisando tão desesperadamente de ajuda? - Eis aqui um “deus” que dá automóveis aos ricos e se cala para nossa miséria. - Gente hipócrita que não pode aplicar na bolsa, mas investe na fogueira santa de Israel!
Claro, Conhecemos as respostas. Esta é a luta. Mas, sinceramente, está feia a coisa! Que desserviço faz ao Reino esta gente!
- Aloôô!? Jesus não padeceu na cruz para que todos tenham a sua BMW!
Que tipo de mensagem é esta que essa gente prega? E quem os segue: - Tolos ou ignorantes? Convertidos ou “impactados”? Quem vai ao açougue se pretende comprar roupas? Pode alguém buscar qualquer coisa mundana e encontrar a Deus? O dinheiro, tanto mais? Enganem-se aqui e ali, mas certas coisas são tão claras. Ditas pelo próprio Senhor Jesus! Por que esta gente decide basear seu ministério numa filosofia que torna ainda mais difícil as pessoas receberem a Salvação? E isto tudo dentro da própria igreja de Jesus! Estes pregadores ajudam o seu rebanho a se libertar de sua escravidão às coisas do mundo para buscar a Deus, ou ao contrário, o que fazem é lhes ferrar ainda mais os grilhões na carne? O que esta gente está fazendo, criando uma geração para testemunhar contra o caráter Santo de Deus?
Não tenho nada contra o dinheiro, mas a maioria serve ao dinheiro; mais inteligente é ter o dinheiro a seu serviço!
Custa muito ensinar que o nosso Senhor é sim, um Deus de providência. Um Deus de Amor que conhece e aprecia todos os desejos; medos; necessidades; e sonhos de Seus filhos? Mas e o Reino? Custa apresentar a verdade? Custa conclamar o seguir a Jesus, sem agregar junto uma listinha? A campanha infame? Tenham temor! Parem de vender terreno na lua dizendo que a imobiliária é de Jesus! Até onde eu sei o último corretor de imóveis licenciado por Deus no planeta foi Moises! Ainda assim, levou 40 anos para entregar o terreno! E moradia no Céu, só Jesus! Grátis! Sola Fide!
Aos que procuram em necessidade, melhor dizer: - Esqueçam a sua lista de Papai Noel em casa. Noel só sabe das suas renas, mas Jesus te conhece! Ele não precisa de listas! Jesus sabe de cada uma das suas necessidades! Não se preocupe com estas coisas. Nem com o que se perde, e nem com o que se ganha. Ocupe-se, somente. Ocupe-se de buscar o Pai. Faça isto em verdade total. A lista de Jesus é muito melhor, e não tem fim as Suas bênçãos e as Suas misericórdias!
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Fonte: Genizah via Pulpito Cristão
domingo, 29 de março de 2009
quinta-feira, 26 de março de 2009
Portas largas para Abelardos

O Senhor está maluco! Reduzir o capital? Nunca! ...Para defender meu dinheiro, serás executado hoje mesmo! Herdo um tostão de cada morto nacional!
A concentração do capital é um fenômeno que eu apalpo com minhas mãos. Sob a lei da concorrência, os fortes comerão sempre os fracos.
Só se pode prosperar a causa de muita desgraça, mas de muita mesmo!
A percepção que tenho (quero estar errado), é que Abelardos são bem vindos na maioria das igrejas, e mais; são considerados abençoados, pois segundo o entendimento da massa, foram galardoados com o raríssimo "dom de adquirir riquezas".
Abelardos, na maioria das vezes, encontram seu lugar de destaque nos primeiros assentos (E atentardes para o que traz traje e lhe disserdes: Assenta-te tu num lugar de honra - Tiago 2.3) e são disputados a tapa por líderes que olham apenas a vantagem de tê-los como sócio-parceiros ministeriais. A razão está no fato dos Abelardos poderem colocar a disposição destes megalomaníacos narcisistas o poder da realização. Não há limites. Ora, pense nas possibilidades: Espaço na mídia, status social, abertura política, terrenos, templos, e alguns mimos também.
Abelardos são aqueles que não sabem discernir entre a sua mão direita e sua mão esquerda. Isto é, não bem onde está o limite entre a necessidade e o desejo. Sua convicção é a de que Deus realizará todos os seus desejos, mesmo que isto implique em cavar ainda mais o abismo da desigualdade social.
Pergunto como é possível algo outrora considerado tão perverso se tornar um símbolo de status e mera convenção social? Ora, será que houve uma trágica redução do evangelho, aquilo que René Padilla chama de evangelho-cultura? Isto é, podemos dizer que o evangelho se tornou um covil de Abelardos? Será que a mensagem de prosperidade material conseguiu alienar as consciências e encobrir a estupidez da exclusão social, exploração dos pobres e aniquilação dos recursos naturais?
Pense e reflita.
sexta-feira, 20 de março de 2009
A nauseante Teologia da Prosperidade
terça-feira, 17 de março de 2009
Bem-aventurado os pobres

É evidente que esta necrófila lógica de mercado e a teologia da prosperidade andam de mãos dadas. Para a primeira pobre é um fraco, para a segunda um maldito. Por isto está na hora de passar a criticar não apenas os pressupostos teológicos desta teologia burguesa, mas sua absoluta desumanidade para com os pobres, oprimidos e miseráveis da terra.
Ouvi, meus amados irmãos. Não escolheu Deus os que são pobres quanto ao mundo para fazê-los ricos na fé e herdeiros do reino que prometeu aos que o amam? Mas vós desonrastes o pobre. Porventura não são os ricos os que vos oprimem e os que vos arrastam aos tribunais? Tiago 2.5-6
Será que existe alguma vantagem em ser pobre? O pobre pode ser considerado um bem-aventurado? O que faz os pobres merecerem a preocupação de Deus? Achei algo interessante no livro de Phillip Yancey2. Veja algumas vantagens:
01- Os pobres sabem que têm necessidade de redenção.
02-Os pobres reconhecem não apenas sua dependência de Deus e de gente poderosa como também interdependência uns dos outros.
03-Os pobres depositam sua confiança não nas coisas, mas nas pessoas.
04-Os pobres não têm um senso exagerado de sua própria importância...
05-Os pobres esperam pouca da competição e muito da cooperação.
06-Os pobres conseguem distinguir entre necessidade e luxo.
07-Os pobres podem esperar, porque adquiriram uma espécie de paciência obstinada...
08-Os temores dos pobres são mais realistas e menos exagerados...
09-Quando os pobres ouvem o evangelho, ele soa como boas novas e não como uma ameaça ou repreensão.
10-Os pobres podem reagir ao apelo do evangelho com certo abandono e com uma inteireza descomplicada porque têm tão pouco a perder e estão prontos para tudo.
Então, levantando ele os olhos para os seus discípulos, dizia: Bem-aventurados vós, os pobres, porque vosso é o reino de Deus...Mas ai de vós que sois ricos! porque já recebestes a vossa consolação. (Lucas 6.20 e 24)
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1 - Paulo Romeiro, Supercrentes, p.68
2 - Phillip Yancey, O Jesus que eu nunca conheci, p.122
quarta-feira, 11 de março de 2009
Oferta cristã na igreja primitiva, que diferença!
Foto: representação artística dos cristãos em face da morte no Coliseu.terça-feira, 3 de março de 2009
O deus da lâmpada mágica

sábado, 31 de janeiro de 2009
Mentiras do "evangelho da prosperidade"

quinta-feira, 29 de janeiro de 2009
O contraste entre Wesley e os pastores capitalistas

sexta-feira, 16 de janeiro de 2009
Os neo-profetas da paz

Vejam abaixo este e-mail profético da vitória.
Disse, pois, Jeremias, o profeta: Amém! Assim faça o SENHOR; confirme o SENHOR as tuas palavras, que profetizaste, e torne ele a trazer os utensílios da casa do SENHOR, e todos os do cativeiro de Babilônia a este lugar. Mas ouve agora esta palavra, que eu falo aos teus ouvidos e aos ouvidos de todo o povo:
Os profetas que houve antes de mim e antes de ti, desde a antiguidade, profetizaram contra muitas terras, e contra grandes reinos, acerca de guerra, e de mal, e de peste. O profeta que profetizar de paz, quando se cumprir a palavra desse profeta, será conhecido como aquele a quem o SENHOR na verdade enviou.
O "evangelho da saúde perfeita" e a culpa dos doentes

quinta-feira, 8 de janeiro de 2009
Cruzada contra a Teologia da Prosperidade
Porque a Teologia da Prosperidade é tão atrativa?

No século XV, Tomás de Kémpis, monge e escritor místico alemão, deixou registrado algo muito interessante sobre este "evangelho das portas largas", em uma das obras de maior influência no cristianismo, "Imitação de Cristo". Vejamos o que ele tem a dizer:
quarta-feira, 7 de janeiro de 2009
Cansei da Teologia da Prosperidade

Por Leonardo G. Silva – Th.M
Desde que comecei a minha militância cristã, tenho tido muitos choques com alguns adeptos da teologia da prosperidade. Com a promessa de riquezas, carros mansões e de uma saúde de ferro, os pastores adeptos desse movimento iludem os “fiéis” manipulando-os ao seu bel prazer.
È muito interessante notar que nos círculos da heresia da prosperidade, a benção do crente sempre está relacionada a algum tipo de sacrifício financeiro: o famoso “toma lá, dá cá”. Deus, nesse sistema teológico mercantil, é uma espécie de banco de crédito: Você dá o dinheiro pra ele, para depois receber o investimento de volta com juros e interesses.
Muitos adeptos dessa teologia são tele-pastores e tele-evangelistas que vivem pedindo dinheiro para manter um programa no ar. O programa deles está sempre fechando as portas por falta de patrocínio, mas a verdade é que esses programas levam anos no ar e nunca fecham. Seria um milagre? Sim, talvez o milagre da multiplicação de marionetes, de novos parceiros-fiéis, socios-contribuintes do Show (da exploração) da Fé.
Acho que o que esses tele-pastores precisam, além dum bom óleo de peroba para passar na cara, é de uma aula de cristianismo bíblico. Se esses homens lessem a Bíblia, saberiam que Jesus nasceu num estábulo emprestado, proferiu suas pregações num barco emprestado, montou num jumento emprestado, recolheu o que sobrou dos pães e peixes num cesto emprestado e foi sepultado em um túmulo emprestado. Só a cruz era dele.
Pedro e João, quando subiam ao templo para orar foram interpelados por um mendigo coxo que pedia esmolas. Pedro disse àquele coxo: “não tenho ouro nem prata”. Creio que naquele dia o mendigo era mais próspero financeiramente do que Pedro, pois é possível que ele estivesse esmolando ali há algum tempo. Contudo, Pedro e João tinham algo que aquele mendigo coxo não possuia: “Mas o que tenho, isso te dou...”
Cada vez que leio a narrativa de Atos dos Apóstolos, fico ainda mais revoltado com o que os modernos pastores estão fazendo com o cristianismo. Nos tempos do cristianismo primitivo, ser pastor significava transformar-se em alvo. Eles eram os primeiros a morrer em tempos de crise e perseguição. Hoje é diferente: ser pastor significa ter status. E os crentes? Estes eram humilhados, aprisionados e açoitados, lançados às feras; outros eram icinerados vivos na ponta de uma estaca para iluminar os jardins do imperador. Vejo isso e me pergunto onde está a prosperidade desses homens? Onde está a promessa de riqueza na vida deles? Será que eles não eram crentes? Sim, o eram. E em maior proporção que muitos de nós, que em meio à comodidade e ao luxo nos esquecemos de incluir Deus na nossa agenda diária.
E não é só na igreja primitiva que encontramos esses exemplos não: e o que dizer dos crentes de aldeias paupérrimas da África, que padecem das coisas mais necessárias e comuns? Crentes que fazem uma só refeição por dia e ainda agradecem a Deus pelo pouco que têm. Será que eles são amaldiçoados? Será que a promessa de prosperidade não se estende a eles? Quanta hipocrisia!
Quando ouço falar de pastores presidentes que ganham 100 salários mínimos e de telepastores cuja renda mensal ultrapassa a soma de 1 milhão de reais, ou ainda de salafrários que constroem mansões de mármore importado em Campos do Jordão, meu coração entristece ao ver o quanto nos distanciamos daquele cristianismo bíblico, saudável, puro e simples, que não promete riquezas na terra, mas garante um tesouro no céu.
Definitivamente não posso compactuar com essa corja de ladrões, vendilhões do templo e comerciantes da fé. Não posso concordar com essa doutrina diabólica e anti-cristã que transforma o evangelho em uma empresa religiosa, em uma sociedade onde o distintivo do crente não é o amor, mas a folha de pagamento do “fiel”. Não consigo deixar de odiar esse sistema porco, imundo, onde o nome de Jesus é usado para ludibriar os ingênuos. Também não posso deixar de desmascarar esses falsos mestres, discípulos de Balaão, que por causa da paixão pelo vil metal vão além dos limites bíblicos e profetizam o que Deus não mandou. Minha alma é protestante, e por isso não posso calar. Sei também que há exceções, e que há muitos pastores que são sérios e não mercadejam a fé, mas acaso não são as exceções a confirmação de uma regra?

