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quarta-feira, 19 de agosto de 2009

Ladrões de ovelhas

Por C.H. Spurgeon (1834-1892)

Não consideramos como ganhar almas roubar membros de outras igrejas já estabelecidas, e ensinar-lhes nosso shiboleth peculiar, isto é, as coisas que caracterizam nossa igreja ou denominação. Nosso objetivo é levar almas a Cristo, antes que conseguir adeptos para nossa igreja.

Não faltam ladrões de ovelhas. Deles nada direi, exceto que não são “irmãos” ou, pelo menos, não agem de maneira fraternal. A juízo de seu Mestre, permanecem ou caem. Achamos que é suma baixeza construir nossa casa com os escombros das mansões de nossos vizinhos. Preferimos mil vezes extrair nós mesmos as pedras da pedreira.

Desejamos que as igrejas prosperem porque Deus abençoa os homens por meio delas, e não por causa das igrejas em si. Há uma espécie de egoísmo em nossa avidez pelo engrandecimento do nosso grupo. Que Deus nos livre deste mau espírito! O crescimento do reino é mais desejável do que aumento de um grupo sectário.

O nosso grande objetivo não é a revisão de opiniões, mas sim a regeneração da natureza das pessoas. Queremos levar os homens a Cristo, e não aos nossos conceitos particulares do cristianismo. Nosso primeiro cuidado é no sentido de que as ovelhas se reúnam com o grande Pastor. Haverá tempo depois para mantê-las seguras em nossos diversos apriscos. Fazer prosélitos é bom trabalho para fariseus; conduzir almas a Deus é o honroso propósito dos ministros de Cristo.

sexta-feira, 24 de julho de 2009

A cada dia um vento de doutrina


Nós somos assaltados por todo tipo de doutrinas novas. A velha fé é atacada por assim-chamados “reformadores” que adorariam reformá-la completamente. Eu espero ouvir notícias de alguma doutrina nova uma vez por semana. Tão freqüentemente como a lua muda, um ou outro profeta é movido a propor alguma nova teoria, e acreditem, ele lutará mais bravamente por sua novidade do que jamais fez pelo Evangelho. O descobridor se acha um Lutero moderno, e da sua doutrina ele pensa como Davi pensou da espada de Golias: "Não há outra semelhante."

Como Martinho Lutero disse de alguns nos seus dias, estes inventores de novas doutrinas encaram suas descobertas como uma vaca diante de um portão novo, como se não houvesse nada mais no mundo para se encarar. Eles esperam que todos nós fiquemos loucos por seus modismos e marchemos de acordo com o seu apito. Ao que nós damos ouvidos? Não, nem por uma hora.

Charles H. Spurgeon

* Ver texto completo no Púlpito Cristão