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segunda-feira, 7 de setembro de 2009

Caminhando pela fé


Senhor Deus,
Não tenho a menor idéia de para onde estou indo,
Não enxergo o caminho à minha frente,
Não sei ao certo onde irá dar esse caminho.

Também não conheço verdadeiramente a mim mesmo,
E o fato de que penso que estou seguindo a Tua vontade
Não significa que realmente esteja seguindo a Tua vontade.

Mas acredito que o meu desejo de Te agradar
Realmente Te agrada.
E espero ter esse desejo em tudo o que fizer,
Espero nunca me afastar desse desejo.

Sei que, se assim o fizer,
Tu me guiarás pelo caminho correto
Embora eu possa nem saber que o estou trilhando.

Assim, confiarei sempre em Ti
Embora eu pareça estar perdido
E caminhando na sombra da morte.
E não temerei, porque Tu estás sempre comigo
E nunca deixarás que eu enfrente os perigos sozinho.
*****
(Thomaz Merton)

quarta-feira, 24 de junho de 2009

Morre lentamente


Morre lentamente quem se transforma em escravo do hábito, repetindo todos os dias os mesmos trajetos, quem não muda de marca, não se arrisca a vestir uma nova cor ou não conversa com quem não conhece.

Morre lentamente quem faz da televisão o seu guru.

Morre lentamente quem evita uma paixão, quem prefere o negro sobre o branco e os pontos sobre os “is” em detrimento de um redemoinho de emoções, justamente as que resgatam o brilho dos olhos, sorrisos dos bocejos, corações aos tropeços e sentimentos.

Morre lentamente quem não vira a mesa quando está infeliz com o seu trabalho, quem não arrisca o certo pelo incerto para ir atrás de um sonho, quem não se permite pelo menos uma vez na vida, fugir dos conselhos sensatos.

Morre lentamente quem não viaja, quem não lê, quem não ouve música, quem não encontra graça em si mesmo.

Morre lentamente quem destrói o seu amor-próprio, quem não se deixa ajudar.

Morre lentamente, quem passa os dias queixando-se da sua má sorte ou da chuva incessante.

Morre lentamente, quem abandona um projeto antes de iniciá-lo, não pergunta sobre um assunto que desconhece ou não responde quando lhe indagam sobre algo que sabe.

Evitemos a morte em doses suaves, recordando sempre que estar vivo exige um feito muito maior que o simples fato de respirar. Somente a ardente paciência fará com que conquistemos uma esplêndida felicidade.

Pablo Neruda

segunda-feira, 22 de junho de 2009

Eu não preciso ver para crêr



Tear Down The Walls, do novo cd do Hillsong United. Confira a tradução da letra abaixo.

Derrube as barreiras
Veja o mundo
Há algo que se foi?
Olhe para nós mesmos
Veja além
Há muito mais que isto

E eu não preciso ver para crer Eu não preciso ver para crer
Porque eu não posso mover este fogo de dentro do meu coração

Olhe os céus
Esperança ergue-se
Veja Sua majestade revelada
Mais do que esta vida
Há amor
Há esperança e isto é real

E eu não preciso ver para crer Eu não preciso ver para crer
Porque eu não posso mover este fogo queimando de dentro do
meu coração

Esta vida é Sua
A esperança está erguendo-se à medida em que Sua glória flui em
nossos corações
Que o amor derrube estas barreiras
Que toda criação volte-se para Ti
É tudo para Ti

Seu nome é glorioso, glorioso
Seu amor está mudando-nos, chamando-nos
Para adorar em espírito e em verdade
À medida em que a criação retornar à Ti

Oh, por todos Seus filhos e filhas
Que estão caminhando na escuridão
Tu estás chamando-nos para guiá-los de volta a Ti
Nós vamos ver Seu espírito erguendo-Se
À medida em que o perdido vir do esconderijo
Todo coração vai ver esta esperança que nós temos em Ti

Pois Seu nome é glorioso, glorioso
Seu amor está mudando-nos, chamando-nos
Para adorar em espírito e em verdade
À medida em que a criação retornar à Ti

Vi no Pavablog

quinta-feira, 14 de maio de 2009

deus de minhas neuroses

Filho pródigo de Rembrandt (1669)


Bisbilhoteiro cósmico
Grande adversário santo
Suscita medo e vertigem
Implacável ser

Infinitas orações jejuns sem fim
O que devo fazer mais?
Nada é suficientemente bom
Incontrolável insaciabilidade divina

Crise do eu-real
Decretos que não mudaram nada
Asquerosas barganhas templárias
Pobre deus idealizado

Na companhia dos porcos
Comendo suas comidas imundas
Quão humilhado
Voltarei para o Abba

(Daniel Grubba)

quinta-feira, 7 de maio de 2009

Carta para a religião


Quebrarei o feitiço
de sua frágil estabilidade
direi o que não previas
não terei seus aplausos

destoarei o ritmo
de sua dança mística
de um só ritmo
frígida e adestrada
quase em pedras

tenho crises
divago meus insights
sinto-me entediado
por vezes insatisfeito
proponho variações possíveis
atiro contra a seqüência
e duvido da unanimidade
assim percebes que sou diferente

em meu próprio ritmo
continuo dançando no teu salão
mas agora improviso
vou em contratempo
em harmonias menores
quase tristes (de tão belas)
assim percebes que sou diferente

a força que te sustenta
também a sufocará
e eu, eu sim serei forte
não hoje...
mas tudo bem,
caso queira matar-me
coloque-me na próxima cruz
e me rirei de ti
ó pobre RELIGIÃO



Uma carta para a religião
(Paulo Roberto Cicolani)

segunda-feira, 4 de maio de 2009

Sol do meio dia



Sol que alumia a vida,
branda paz que me laçou,
em braços feridos e abertos,
Luz a mim então raiou.

Nunca deixe que se apague
esta luz que me alumia,
nem que o dia se acabe
e se torne tarde fria;

Fria tarde de tormenta,
triste dor que desatina,
olhos rasos na retina,
fria dor que não se esquenta.

Tarde vai, vem noite fria;
em meu peito o gelo, o pranto;
chorei por um acalanto,
gritei ninguém me ouvia.

Mas no meio da tormenta
uma voz então se ouvia:
SOU a chama que te esquenta,
SOU o Sol que te alumia

Te clareio dia e noite
Te afago noite e dia
Isto me custou açoites
E o pranto de Maria

De Marias sois milhares;
Joãos, Pedros e Marias...
Que em amargas noites frias
Prantearam pelos ares

Ares que choravam dores
Noites que faltavam luz
Pranteei por meus amores
Pendurado numa cruz

Cruz que deste ao triste pranto
Novo tom que não se via
Transformara a noite escura
Em um “Sol do meio-dia”.

Transformara a noite escura
Em um “Sol do meio-dia”...

Autor: Meu caro amigo, Paulo Roberto Cicolani