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terça-feira, 28 de julho de 2009

A intolerância dos tolerantes



Israel Belo fala sobre decisão que proíbe os psicólogos de tratarem homossexualidade como doença

Por Israel Belo de Azevedo

Em 1999, o Conselho Federal de Psicologia baixou uma resolução proibindo os psicólogos de tratar as homossexualidades como patologias. Na época, o pastor Israel Belo de Azevedo publicou a reflexão abaixo, a qual se mantém atual em meio às novas polêmicas sobre o tema.


Será a psicologia uma ciência? A pergunta pode parecer tosca, não fosse uma resolução baixada pelo Conselho Federal dos psicólogos. Desde o dia 23 de março de 1999, portanto, ficamos todos sabendo, pelo Diário Oficial da União, que "a homossexualidade não constitui doença, nem distúrbio, nem perversão". Não adianta discordar porque, como manda a praxe, ficaram revogadas todas as disposições em contrário.

Pela mesma instrução, os psicólogos estão terminantemente proibidos de colaborar "com eventos e serviços que proponham tratamento e cura das homossexualidades" ou de achar publicamente que os homossexuais são "portadores de qualquer desordem psíquica". Assim, quem é psicólogo que trate de pensar igual ao Conselho Federal, a menos que queira acertar as contas com seus pares-representantes.

De igual modo, quem achava que o tema da homossexualidade fosse uma questão aberta e até pretendesse estudá-lo fique certo que não há mais o que debater. Uma penada o encerrou. Como é da natureza da ciência estar sempre aberta ao debate, especialmente quando o objeto é o ser humano, soa doloroso e anacrônico que a psicologia enquanto ciência tenha sido assassinada, logo ela que tem escolas, correntes e tendências tão fascinantemente múltiplas.

O que se quer discutir aqui, pois, não é a natureza, desviante ou não, do homossexualismo, mas a intolerância estampada em nome da tolerância. Por isso, o lamento seria o mesmo se a ordem fosse contrária. Decidisse o CFP que os homossexuais são portadores de desordem psíquica, estaria destilando a mesma intolerância.

Não tem um homossexual o direito de se achar psiquicamente desordenado e bater à porta de um consultório em busca de cura? Não tem o psicólogo o direito de entender que esse homossexual pode ser tratado?

A resposta, por decreto (como se ciência fosse feita por decreto), é um duplo "não". Os homossexuais, que eventualmente queiram mudar, não precisam se preocupar: o Conselho não legisla sobre eles, pelo que não poderão ser alcançados. Aos psicólogos, que eventualmente queiram ajudá-los, só resta a indigna clandestinidade. Com licença para uma paráfrase, seu cuidado não pode ousar dizer o nome.

Nada haveria a opor se o órgão de classe apenas e contundentemente condenasse, como o faz, aquelas ações coercitivas que visem "orientar homossexuais para tratamentos não solicitados". Ninguém deve ser coagido, nem mesmo pela melhor causa, porque é a liberdade que faz uma pessoa tornar-se humana.

A grandeza de Galileu Galilei foi precisamente a de resistir às bulas papais de que a terra não se movia. É àquela época que a resolução de agora nos faz retroceder. Não será, porém, um desvio desses que fará a ciência da psicologia resvalar do seu caminho.


Acesse o blog do autor: www.prazerdapalavra.com.br

Fonte: Mundo Cristão

terça-feira, 21 de julho de 2009

Darwin diante da morte



A postura de cada um na iminência da morte pode esclarecer suas motivações e escolhas durante a vida. Em geral, quanto mais maturidade se tem, mais condições de avaliar tais escolhas. As fotos mostram Darwin em sua juventude e em sua idade avançada.

Como estamos no ano de Darwin, 150 anos de sua obra A Origem das Espécies e 200 anos de seu nascimento, que se inclua na lembrança deste ícone da ciência contemporânea, suas tão importantes palavras no leito de morte. Elas podem indicar onde estão as chaves que abrem as portas do cativeiro do pensamento humano. Medite e avalie por si mesmo.

A VISITA DE LADY HOPE A CHARLES DARWIN

Os estudantes da teoria da evolução podem surpreender-se ao saber que, no final de sua vida, Charles Darwin retornou à sua fé na Bíblia. O relato a seguir foi feito por Lady Hope, de Northfield, Inglaterra, uma maravilhosa mulher cristã que esteve muitas vezes ao lado de sua cama nos seus dias finais.

Foi numa dessas gloriosas tardes de outono que às vezes temos na Inglaterra que fui chamada para entrar e sentar-me com Charles Darwin. Sempre que eu o via, com sua presença elegante, eu imaginava que dele se podia pintar um quadro formidável para nossa Academia Real, mas nunca pensei tanto nisso como nesta ocasião em particular.

Ele estava sentado na cama, apoiado em travesseiros, olhando fixamente para uma cena distante no bosque e nos campos de milho que reluziam à luz de um maravilhoso pôr-do-sol.

Seu semblante iluminou-se de prazer quando entrei no quarto. Ele acenou em direção àjanela, apontando para a bela cena do poente. Em sua outra mão ele segurava uma Bíblia aberta, a qual ele sempre estava estudando.

“O que você está lendo agora?”, perguntei.

“Hebreus”, ele respondeu. “O Livro Real, como eu o chamo”. Então, à medida que colocava seus dedos sobre certas passagens, ele comentava sobre elas.

Fiz algumas alusões às fortes opiniões expressas por muitos sobre a história da criação, e sobre os julgamentos que faziam a respeito dos primeiros capítulos de Gênesis. Ele pareceu angustiado, crispando seus dedos nervosamente, e um ar de agonia tomou conta do seu rosto ao dizer: “Eu era um jovem com idéias informes. Soltava perguntas, sugestões, indagando o tempo todo sobre tudo. Para meu espanto, as idéias se alastraram como fogo. As pessoas fizeram delas uma religião”.

Ele ficou em silêncio por um tempo e depois de dizer algumas frases sobre a santidade de Deus e a “grandeza deste Livro”, olhando com carinho para a Bíblia que estava segurando o tempo todo, ele disse:

“Tenho um quiosque no jardim que comporta cerca de trinta pessoas. É ali (ele apontou através da janela aberta). Gostaria muito que você falasse lá. Sei que você lê a Bíblia nas aldeias. Amanhã à tarde gostaria que os empregados neste lugar e alguns inquilinos e vizinhos se reunissem ali. Você lhes falaria?”.

“Sobre que devo falar?”, perguntei.

“Cristo Jesus”, ele respondeu num tom claro e enfático — e acrescentou num tom mais baixo: “e Sua salvação. Não é o melhor tema? Depois quero que você cante alguns hinos com eles. Você pode acompanhá-los com seu pequeno instrumento, não pode?”

O brilho do seu rosto, quando ele disse isto, eu nunca esquecerei, pois acrescentou: “Se você fizer a reunião às três horas, esta janela estará aberta, e você saberá que estou cantando junto com vocês”.

Haveria uma cena mais dramática? O âmago da tragédia nos é exposto aqui! Darwin, um entusiasta da Bíblia, falando sobre a “grandeza deste Livro”, e sendo lembrado de que o movimento evolucionista moderno na teologia, unido ao criticismo cético, destruiu a fé bíblica de multidões. Darwin, com um ar aflito, lamentando-se por tudo e declarando: “Eu era um jovem com idéias informes”. Que condenação avassaladora! As “idéias informes” do jovem Darwin são a base da teologia (e da ciência) moderna!

***
(Oswald 3. Smith, Litt. D., artigo extraído de Prayer Crusade, publicada por The Little Church by the Sea, mc.) Citado no livro: O que eles disseram a um passo da eternidade, John Myers, pp. 244, Worship Produções, D’Sena Editora.

Vi no Genizah

sexta-feira, 12 de junho de 2009

Nosso planeta, Nossa casa



Fonte: Blog do caminho

sexta-feira, 29 de maio de 2009

O testemunho das plantas

Porquanto o que de Deus se pode conhecer neles se manifesta, porque Deus lho manifestou. Porque as suas coisas invisíveis, desde a criação do mundo, tanto o seu eterno poder, como a sua divindade, se entendem, e claramente se vêem pelas coisas que estão criadas... (Romanos 1.19)



Fonte: Areópago

terça-feira, 19 de maio de 2009

Seminário de Criacionismo na PIB Brás



Pode o criacionismo bíblico ser analisado a luz da ciência?

Ciência e Teologia unidas em uma série de conferências para expor a origem de todas as coisas.

O evento sera conduzido por Adauto Lourenço, professor e pesquisador, formado em Física pela Bob Jones University (USA), Mestrado em Física Nuclear pela Clemson Universty e membro da American Physics Society.

Confira a programação:
Módulo 1 - A origem das teorias
22/maio (sexta) às 19h45

Módulo 2 - A origem do universo
23/maio (sábado) às 16h00

Módulo 3 - A origem dos fósseis
23/maio (sábado) às 19h00

Módulo 4 - A origem da vida
24/maio (domingo) às 9h00

A PIB Brás fica na rua Major Otaviano, 363 - próximo à estação Bresser do Metrô.
Informações: (11) 2693-1764 / pibbras@terra.com.br
ENTRADA FRANCA

quarta-feira, 13 de maio de 2009

O delírio de Dawkins

Nestes vídeos, o filósofo Dr William Lane Craig expõe de maneira límpida e cristalina a falha completa e irrecuperável do argumento central do livro “Deus, um Delírio”, escrito por Richard Dawkins.

O delírio de Dawkins – parte 1



O delírio de Dawkins – parte 2



William L. Craig é doutor em Teologia pela Universidade de Munique e em Filosofia pela Universidade de Birmingham. É autor dos livros A Veracidade da Fé Cristã e Filosofia e Cosmovisão Cristã.

Fonte: Apologia

segunda-feira, 11 de maio de 2009

Vídeos do II Simpósio Internacional Darwinismo Hoje

Realizado pela Universidade Presbiteriana Mackenzie o Simpósio teve o objetivo de promover um amplo debate sobre as interpretações do Darwinismo, do Design Inteligente e do criacionismo. A realização da segunda edição do Simpósio Internacional “Darwinismo Hoje” se justifica, não somente por causa do 150º. aniversário da publicação do livro de Darwin “A Origem das Espécies” em 2009, como também por causa do sucesso do I Simpósio.

O evento foi realizado nos dias 13 a 16 de abril de 2009, nos campi São Paulo da Universidade Presbiteriana Mackenzie.

Estão disponíveis as palestras de

- Dr. John Lennox
- Dr. Paul Nelson
- Dr. Marcos Eberlin
- Dr. Aldo Mellender
- Dr. Gustavo Caponi
- Prof. Maurício Tuffani

E o debate na Mesa Redonda.

Formatos:

- Flash Video - FLV - 640x480 - 640Kbps
- Windows Media - WMV - 320x240 - 320Kbps
- IPhone/iPod touch - MP4 - 320X480

Link: http://www.mackenzie.br/2_darwinismo_videos.html

domingo, 1 de março de 2009

Criação por acaso?

Trecho do DVD Expelled que satiriza a afirmação dos darwinistas quanto a teoria da origem randômica da primeira célula viva. Vale a pena ver.

terça-feira, 5 de agosto de 2008

A ciência é onipotente ? (William L. Craig vs. Peter Atkins)



Trecho de um debate entre o apologista Cristão William Lane Craig, e Peter Atkins, apologista ateu.
Craig deu uma aula...

O debate completo pode ser visto aqui (em inglês e sem legendas):

http://www.youtube.com/watch?v=w1Y6ev...

Assistindo o debate completo, você, caso tenha curiosidade, poderá conferir se o resto dos argumentos do ateu fizeram alguma diferença.

Créditos: Maximiliano Mendes -http://crentinho.wordpress.com/

quarta-feira, 11 de junho de 2008

Vídeos do Simpósio "Darwinismo Hoje" Online

Em abril desse ano foi realizado o "I Simpósio Internacional Darwinismo Hoje" na Universidade Mackenzie - SP. O evento reuniu representantes do Darwinismo, Criacionismo e Design Inteligente.
Assista aos vídeos do Congresso Darwinismo Hoje, com três possibilidades:
  • Formato Flash (qualidade superior)
    Formato WMV
    Baixe os arquivos FLV
Acesse agora (LINK ATUALIZADO!):
http://www.mackenzie.com.br/11549.html

quarta-feira, 14 de maio de 2008

É possível acreditar em Darwin e em Deus, diz pesquisador

Em entrevista a ÉPOCA, o professor de Oxford Alister McGrath afirma que a fé ajuda a explicar o que a ciência não consegue.

Alister McGrath e Richard Dawkins, autor do livro Deus, um delírio, têm trajetórias bastante parecidas. Ambos são cientistas de Oxford, estudiosos das ciências naturais e mostram-se abertos a novas formas de pensar, desde que as evidências o levem a isso. A diferença é que o raciocínio lógico levou Dawkins a pregar o ateísmo e McGrath a acolher a fé. Leia, nesta entrevista, como ele considera que a existência de Deus pode ajudar o conhecimento científico.

ÉPOCA - Quando você passou a acreditar em Deus?
Alister McGrath
- Na juventude estive apaixonadamente persuadido pela veracidade e relevância do ateísmo. Quando fui para Oxford estudar química, comecei a refletir sobre se aquilo faria sentido. Mais tarde conheci Joanna (sua atual esposa) e percebi que a força dos argumentos que levam a Deus é mais satisfatória do que a que leva ao ateísmo.

ÉPOCA - Vocês e Richard Dawkins são amigos?
McGrath
- Não, somos apenas professores da mesma universidade. Nós estamos presentes em alguns congressos e nos encontramos. Somos cordiais. Mas não posso dizer que somos amigos. Nós nos conhecemos mais pelas publicações que um e outro produziu. E nossas divergências também aparecem no que escrevemos.

ÉPOCA - Você diz que Dawkins se tornou um fanático. Qual a sua suspeita?
McGrath
- A agressividade de Dawkins é reflexo de sua frustração. Ele passou a ser mais agressivo porque sabe que a religião está cada vez mais presente na vida das pessoas. Ele convoca seus leitores para militar contra a religião e rompe com sua própria argumentação. Seu único argumento é de que a religião não descobriu nenhum indício sobre a existência de qualquer realidade que não seja a natural. É por frustração que ele afirma que toda a religião é perniciosa e deve ser banida da sociedade.

ÉPOCA - Quais seus argumentos para acreditar que Deus existe?
McGrath
- Neste meu livro, eu realmente não dou argumentos para acreditar em Deus, mas rebato os de Dawkins. A forma como você acredita em Deus dá sentido ao mundo. Acreditar em Deus traz esperança e motivação para se manter vivo e se relacionar com as pessoas.

ÉPOCA - Você acredita na evolução?
McGrath
- Eu discordo de Dawkins em sua insistência de que a evolução biológica exclui Deus do processo. Não entendo como ele chegou a essa conclusão. Na minha opinião, as duas coisas são compatíveis.

ÉPOCA - As pessoas religiosas têm a moral mais desenvolvida que os ateus?
McGrath
- Não quero dizer que ateus são pessoas ruins. O que quero dizer é que acreditar em Deus dá habilidade e ferramentas para tratar melhor deste assunto.

ÉPOCA - Dawkins diz que é importante submeter a fé a um exame crítico. Você acredita nisso?
McGrath
- Sim, acho que isso é uma importante coisa a se fazer. Acredito que todo mundo deveria submeter suas crenças a um exame crítico. Sempre. A razão pela qual sou cristão é porque submeti minhas crenças e descobri que elas não ficavam em pé. Para mim, acreditar em Deus tem razões muito mais robustas.

ÉPOCA - Quando a ciência não pode explicar Deus?
McGrath
- Penso que a ciência é extremamente efetiva para explicar o mundo natural. Mas quando tenta explicar questões como valores ou significados, não acredito que ela consiga com êxito. Dawkins diz que a ciência pode explicar todas as coisas. Eu digo que acreditar em Deus ilumina partes da vida que a ciência não pode explicar. As duas podem trabalhar muito bem juntas.

ÉPOCA - Você votaria em um candidato ateu?
McGrath
- Eu não escolheria meu candidato considerando a religiosidade dele. Dawkins exagerou no preconceito. Eu não cultivo o preconceito que ele próprio tem. Há um grande preconceito dentro da universidade, especialmente contra cristãos.

sexta-feira, 11 de abril de 2008

Darwin no banco dos réus

Apesar de ter sido publicado em 1993, o livro de Johnson continua atualíssimo. Pouca coisa surgiu nesse período que inovou a apologética antievolucionista além do que Johnson tem feito. O livro causou um grande impacto na comunidade científica por ocasião do seu lançamento, provocando reações, resenhas e contestações de grandes nomes do meio científico, como o renomado evolucionista Stephen Jay Gould. Muitos intelectuais consideraram essa obra como a primeira ameaça séria ao evolucionismo a aparecer nos últimos 40 anos. Johnson, graduado em Harvard e na Universidade de Chicago, escreve com maestria, lógica e domina a retórica.
O livro de Johnson não é o primeiro a questionar o dogma que a evolução é um fato científico inconteste. Em 1985 o pesquisador médico Michael Denton, um agnóstico australiano, agitou o meio científico com o livro Evolution: A Theory in Crisis [Evolução: Um a Teoria em Crise], cujo ponto era que o darwinismo estava em dificuldades diante das evidências contraditórias de campos diversos como paleontologia, biologia do desenvolvimento, biologia molecular e taxonomia. O livro de Johnson vai no mesmo caminho, embora partindo de diferentes premissas e usando um método distinto. A voz de Johnson se junta a muitas outras, em tempos recentes, que questionam o status de “fato” que o evolucionismo tem gozado na academia por quase duzentos anos.
Outra coisa interessante sobre esse livro é que seu autor não é um cientista cristão tentando mostrar com base na Bíblia e em dados científicos que o sistema darwinista está totalmente contrário aos primeiros capítulos do livro de Gênesis. Johnson é advogado e professor emérito de Direito da Universidade da Califórnia - Berkeley. Sua especialidade é análise lógica de argumentos e identificação dos pressupostos que estão por detrás desses argumentos. E é esse o alvo desse livro, trazer Darwin e o darwinismo, a um tribunal, por assim dizer, e examinar logicamente as suas a sserções e afirmações para verificar se são verdadeiras, e identificar os pressupostos filosóficos e os compromissos epistemológicos que estão subjacentes. Daí o nome do livro. Portanto, o que encontraremos aqui, nas palavras do próprio Johnson, é um exame criterioso, lógico, analítico, dos fundamentos teóricos, pressupostos e principais afirmações do darwinismo.
Mais uma coisa sobre esse livro. Ele é diferente de muitos outros que fazem parte da apologética antievolucionista – e é aqui, talvez, que resida em grande medida a sua eficácia. Muitos autores antievolucionistas empregam abertamente declarações e princípios fundamentados em suas crenças cristãs como base da sua argumentação, apresentando uma visão alternativa da realidade alicerçada na Bíblia. Johnson evita cuidadosamente esse tipo de abordagem, ainda que seja cristão, como se fosse um cético desinteressado do evolucionismo e que procura analisar seus argumentos à distância, para ver se os mesmos são apoiados pelas evidências. Essa falta de alusão aos argumentos bíblicos geralmente empregados pelos criacionistas faz com que a obra de Johnson tenha penetração em círculos universitários e acadêmicos, onde, via de regra, se pretende deixar o criacionismo fora da academia. Essa abordagem de Johnson é característica da abordagem do movimento do Design Inteligente, que permite reunir dentro do movimento inclusive cientistas e filósofos que não têm convicções cristãs ou religiosas, unidos, todavia, pela consciência de que o darwinismo, como paradigma científico, já não tem mais respostas para as questões levantadas por recentes descobertas, especialmente na área de bioquímica.
A estratégia de Johnson em Darwin no Banco dos Réus é dupla. Primeiro, ele procura demonstrar que o evolucionismo está profundamente comprometido com o naturalismo filosófico-ateísta. Esse ponto está desenvolvido em capítulos como “As Regras da Ciência,” “A religião darwinista,” “A educação darwinista” e “Ciência e pseudociência.” Como tal, o evolucionismo se sustenta sobre pressupostos filosóficos e metafísicos, como o ateísmo e o naturalismo filosófico, tornando-se assim uma religião do tipo fundamentalista, o que tinge a análise dos dados e das evidências. Segundo, ele analisa as evidências que os evolucionistas apresentam como prova científica da sua teoria. É aqui que o expertise de Johnson mais lhe serve. Com sua capacidade ímpar de detectar o que está por detrás de argumentos, ele analisa essas evidências nos capítulos “A seleção natural,” “As mutações grandes e pequenas,” “O problema do registro fóssil,” “A seqüência dos vertebrados,” entre outros. O veredito é sempre o mesmo. O compromisso da ciência evolucionista com a visão ateísta e naturalista de mundo compromete e vicia seus resultados.
O livro é publicado em português pela Editora Cultura Cristã e estará breve disponível para aquisição pelo
site da editora.
Postado no blog O Tempora, O Mores por Dr. Augustus N. Lopes.
http://www.tempora-mores.blogspot.com/

sábado, 15 de março de 2008

Ei li ..O delírio de Dawkins (A. Mcgrath)

O livro de Alister Mcgrath ( ex-ateu, professor de teologia histórica da Universidade de Oxford e pesquisador sênior do Harris Manchester College. Doutor em biofísica molecular e em teologia pela Oxford) é uma resposta ao fundamentalismo ateísta de Richard Dawkins que publicou seu controverso livro: Deus, um delírio. (Uns dos livros mais vendidos em 2007 no Brasil).
Para o Dr. Alister escrever uma resposta a esse livro [Deus, um delírio] é uma tarefa bastante difícil— não por ser bem argumentado ou reunir muitas evidências esmagadoras em seu favor. Mesmo porque, para Alister, o livro [Deus, um delírio] é em geral pouco mais que um ajuntamento de factóides convenientemente exagerados para alcançar o impacto máximo e fragilmente organizados para sugerir que constituem um argumento.
Estamos vivendo um período conturbado onde a ciência parece ser a única resposta aos questionamentos da humanidade. A religião neste caso passa a ser mais um produto inventado pelo homem afim de preencher seus maiores temores. Tragicamente, os cristãos parecem estar a beira de um colapso intelectual, incapazes de fornecer resposta aos profetas ateus como Richard Dawkins. Graças a Deus que ainda existem cristãos bem informados que se preocupam em cumprir o que esta registrado em I Pedro 3.15 (estais preparados para responder todo aquele que vós pedir razão da esperança que há em vós).
Se você não tem paciência para ler o livro [Deus, um delírio], leia pelo menos a resposta. Certamente, algum dias desses você encontrará um discípulo de Dawkins cheio de argumentos vorazes contra sua fé, e o que você dirá? Jesus te ama?